IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2022
Gestante, com 12 semanas de gestação, procurou a emergência com dor intensa no baixo ventre e em fossa ilíaca direita de início nas últimas 8 horas. Refere também náuseas. Nega outras queixas. Ao exame: abdome doloroso a palpação de fossa ilíaca direita, peristalse presente, descompressão dolorosa em fossa ilíaca direita. USG abdome total mostrou apêndice de aspecto normal. USG transvaginal mostrou gestação intrauterina com 12 semanas de idade gestacional, ovário direito aumentado de volume, com estroma edemaciado e folículos desviados para periferia do ovário, além de pequena quantidade de liquido livre na pelve. Qual provável diagnóstico?
Dor abdominal aguda + ovário edemaciado com folículos periféricos em USG → Torção de anexo, mesmo na gestação.
A torção de anexo é uma emergência ginecológica que pode ocorrer durante a gestação. A apresentação clínica inclui dor abdominal aguda e náuseas. O ultrassom é crucial, mostrando um ovário aumentado, edemaciado, com folículos deslocados para a periferia e, por vezes, líquido livre na pelve, indicando isquemia.
A torção de anexo ovariano é uma emergência ginecológica que requer diagnóstico e intervenção rápidos para preservar a função ovariana. Embora possa ocorrer em qualquer idade, é mais comum em mulheres em idade reprodutiva e pode ser desafiadora na gestação devido à sobreposição de sintomas com outras condições abdominais agudas. A dor intensa e súbita, muitas vezes acompanhada de náuseas e vômitos, é o sintoma cardinal. Durante a gestação, o aumento do tamanho do útero e a frouxidão ligamentar podem predispor à torção. O diagnóstico é primariamente clínico e ultrassonográfico. A ultrassonografia transvaginal é a modalidade de imagem de escolha, revelando um ovário edemaciado, aumentado de volume, com folículos periféricos e, por vezes, ausência de fluxo Doppler, embora a presença de fluxo não exclua o diagnóstico. O tratamento da torção de anexo é cirúrgico, visando a destorção do ovário e, se possível, a ooforopexia para prevenir recorrências. Na gestação, a cirurgia laparoscópica é geralmente segura e preferível, minimizando o risco para o feto. A rápida intervenção é crucial para evitar a necrose ovariana e suas consequências a longo prazo.
Os sintomas clássicos incluem dor pélvica aguda e intensa, geralmente unilateral, que pode ser intermitente, acompanhada de náuseas e vômitos.
A ultrassonografia pode revelar um ovário aumentado de volume, com estroma edemaciado, folículos deslocados para a periferia, e ausência ou diminuição do fluxo sanguíneo Doppler no ovário afetado, além de líquido livre na pelve.
O tratamento é cirúrgico e deve ser realizado o mais rapidamente possível para preservar a viabilidade do ovário. A laparoscopia é preferível, se possível, para destorcer o ovário e, se necessário, realizar a ooforopexia.
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