Torção do Anexo Ovariano: Diagnóstico e Manejo Urgente

IDOR - Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino - Rede D'Or (RJ) — Prova 2024

Enunciado

Paciente é recebida na emergência com quadro de dor abdominal intensa de início súbito e piora progressiva com menos de duas horas de evolução na fossa ilíaca direita. Realizada analgesia sem sucesso. Laboratório evidenciou hemograma normal e PCR levemente alterada; exame de imagem demonstrou massa parauterina volumosa à direita. Mediante aos achados foi encaminhada de urgência ao centro cirúrgico sendo visualizada a imagem a seguir durante o ato cirúrgico.Diante do caso e da imagem, a principal hipótese diagnóstica é:

Alternativas

  1. A) torção do anexo direito 
  2. B) apendicite aguda 
  3. C) diverticulite aguda
  4. D) doença inflamatória pélvica

Pérola Clínica

Dor abdominal súbita e intensa em FID + massa anexial + hemograma normal → suspeitar de torção do anexo.

Resumo-Chave

A torção do anexo é uma emergência ginecológica caracterizada por dor abdominal súbita e intensa, geralmente unilateral, que não melhora com analgesia. A presença de uma massa anexial e exames laboratoriais inespecíficos (hemograma normal, PCR levemente alterada) reforçam a suspeita, exigindo intervenção cirúrgica imediata para preservar o ovário.

Contexto Educacional

A torção do anexo ovariano é uma condição ginecológica aguda que representa uma emergência cirúrgica. Ocorre quando o ovário e, frequentemente, a tuba uterina, giram em torno de seu pedículo vascular, comprometendo o suprimento sanguíneo e podendo levar à isquemia e necrose. É mais comum em mulheres em idade reprodutiva, especialmente na presença de massas ovarianas (cistos ou tumores), que aumentam o risco de torção devido ao peso e tamanho. O quadro clínico típico é de dor abdominal pélvica súbita, unilateral e de forte intensidade, frequentemente acompanhada de náuseas e vômitos. Ao exame físico, pode-se palpar uma massa anexial dolorosa. Exames laboratoriais são geralmente inespecíficos, com leucocitose leve ou PCR discretamente elevada. A ultrassonografia com Doppler é fundamental para o diagnóstico, podendo revelar um ovário aumentado, com edema estromal e, em casos avançados, ausência de fluxo sanguíneo. O diagnóstico diferencial inclui apendicite aguda, gravidez ectópica e doença inflamatória pélvica. O tratamento da torção do anexo é cirúrgico e deve ser realizado o mais rápido possível para tentar preservar o ovário. A laparoscopia é a abordagem preferencial, permitindo a detorção do anexo. A ooforopexia pode ser considerada para prevenir recorrências. A viabilidade do ovário é avaliada durante a cirurgia; se houver necrose irreversível, a ooforectomia pode ser necessária. O prognóstico é melhor quanto mais precoce for a intervenção.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da torção do anexo ovariano?

Os sintomas clássicos incluem dor abdominal pélvica súbita e intensa, geralmente unilateral, que pode ser acompanhada de náuseas e vômitos. A dor pode ser intermitente se a torção for parcial ou se resolver espontaneamente e recorrer.

Como é feito o diagnóstico da torção do anexo?

O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história e exame físico. A ultrassonografia transvaginal com Doppler é o exame de imagem de escolha, podendo mostrar ovário aumentado, massa anexial e, crucialmente, ausência ou diminuição do fluxo sanguíneo no ovário torcido. O diagnóstico definitivo é cirúrgico.

Qual a conduta inicial para uma paciente com suspeita de torção do anexo?

A conduta inicial é estabilização da paciente, analgesia e investigação diagnóstica rápida com ultrassonografia. Uma vez estabelecida a alta suspeita, a paciente deve ser encaminhada para laparoscopia exploratória ou laparotomia, que é o tratamento definitivo para detorcer o ovário e avaliar sua viabilidade.

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