Torção Anexial: Diagnóstico e Manejo Urgente

Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2025

Enunciado

Ginecologia e Obstetrícia - A.C.S., feminina, 28 anos chega ao pronto-socorro com queixa de dor abdominal aguda, intensa, localizada no lado direito, iniciada há aproximadamente 12 horas. Refere episódios de náuseas e vômitos associados à dor. No exame físico, observa-se dor à palpação em fossa ilíaca direita, presença de massa dolorosa em região anexial direita e discreta defesa muscular. Os sinais vitais estão normais e não há febre. BHCG negativo. A ultrassonografia pélvica com Doppler evidencia aumento volumétrico do ovário direito, com estruturas císticas periféricas e fluxo venoso diminuído. Com base no caso apresentado, qual é a conduta mais adequada?

Alternativas

  1. A) Iniciar antibioticoterapia empirica para tratar possível doença inflamatória pélvica e reavaliar em 24 horas.
  2. B) Prescrever anti-inflamatórios e analgésicos, observando a paciente em ambiente hospitalar por 48 horas.
  3. C) Solicitar tomografia computadorizada abdominal para confirmar o diagnóstico de apendicite aguda ou tubária rota antes de qualquer intervenção cirúrgica.
  4. D) Indicar laparoscopia diagnóstica e terapêutica para desfazer a torção do anexo e avaliar a viabilidade do tecido ovariano.

Pérola Clínica

Torção anexial → dor abdominal aguda, massa anexial, fluxo venoso ↓ USG. Conduta: laparoscopia urgente.

Resumo-Chave

A torção anexial é uma emergência ginecológica que exige intervenção cirúrgica imediata para preservar a viabilidade do ovário. A suspeita clínica, aliada a achados ultrassonográficos de ovário aumentado e fluxo venoso diminuído, é crucial para o diagnóstico e manejo rápido.

Contexto Educacional

A torção anexial é uma emergência ginecológica que ocorre quando o ovário e/ou a tuba uterina giram em torno de seus ligamentos de suporte, comprometendo o fluxo sanguíneo. É mais comum em mulheres em idade reprodutiva, especialmente na presença de cistos ovarianos ou massas que aumentam o risco de rotação. O reconhecimento precoce é crucial devido ao risco de necrose ovariana e perda da função. O diagnóstico da torção anexial é primariamente clínico, baseado na dor abdominal aguda e intensa, unilateral, frequentemente associada a náuseas e vômitos. O exame físico pode revelar uma massa anexial dolorosa. A ultrassonografia pélvica com Doppler é o método de imagem de escolha, mostrando um ovário aumentado, cistos periféricos e, mais importante, a diminuição ou ausência de fluxo sanguíneo, especialmente venoso, no ovário afetado. O BHCG negativo ajuda a excluir gravidez ectópica. A conduta mais adequada para a torção anexial é a laparoscopia diagnóstica e terapêutica de emergência. Este procedimento permite a destorção do anexo e a avaliação da viabilidade do tecido ovariano. A ooforopexia pode ser considerada para prevenir recorrências. O objetivo principal é preservar o ovário, especialmente em mulheres em idade reprodutiva, minimizando o tempo de isquemia.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da torção anexial?

A torção anexial tipicamente se manifesta com dor abdominal aguda e intensa, geralmente unilateral, acompanhada de náuseas e vômitos. Pode haver uma massa palpável e dolorosa ao exame físico.

Qual o papel da ultrassonografia com Doppler no diagnóstico da torção anexial?

A ultrassonografia com Doppler é fundamental, evidenciando um ovário aumentado de volume, estruturas císticas periféricas e, crucialmente, a diminuição ou ausência de fluxo sanguíneo, especialmente venoso, no ovário afetado.

Por que a laparoscopia é a conduta mais adequada na torção anexial?

A laparoscopia é o padrão-ouro para o diagnóstico e tratamento da torção anexial, permitindo a visualização direta do anexo, a destorção e a avaliação da viabilidade ovariana, além de ser minimamente invasiva.

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