SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2019
Paciente de 28 anos de idade, usuária de método contraceptivo injetável, com dor súbita e lancinante em fossa ilíaca esquerda, que começou há 1 hora, procura atendimento médico. Ao exame, está normotensa, afebril e taquicárdica, com sinais de abdome agudo. O toque vaginal evidencia intensa dor à mobilização do colo, palpando-se massa dolorosa de 10 cm na região anexial esquerda. A ultrassonografia mostra formação heterogênea, com calcificações e sombra acústica, com 9 cm, ocupando a região anexial esquerda. Há pequena quantidade de líquido livre na pelve. O diagnóstico mais provável é
Torção anexial → dor súbita lancinante + massa anexial + USG heterogênea/calcificações (sugere teratoma).
A torção anexial é uma emergência ginecológica caracterizada por dor súbita e intensa, frequentemente associada a massa anexial. A presença de calcificações e sombra acústica na ultrassonografia, embora atípica para torção pura, pode indicar um teratoma cístico maduro (cisto dermoide) que é um fator de risco comum para torção.
A torção anexial é uma condição ginecológica aguda que requer diagnóstico e intervenção cirúrgica rápidos para preservar a viabilidade do ovário. É mais comum em mulheres em idade reprodutiva e pode ser precipitada pela presença de massas ovarianas, como cistos dermoides, que alteram a anatomia e aumentam o risco de rotação do ovário e tuba uterina em torno de seu pedículo vascular. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na dor pélvica súbita e intensa, frequentemente associada a náuseas e vômitos. O exame físico pode revelar uma massa anexial dolorosa e dor à mobilização do colo. A ultrassonografia transvaginal é fundamental para confirmar a presença de uma massa anexial, avaliar seu tamanho e características, e verificar o fluxo sanguíneo ovariano via Doppler, que pode estar ausente ou diminuído no lado afetado. Achados como ovário aumentado e edema são sugestivos. O tratamento é cirúrgico e deve ser realizado o mais rápido possível. A laparoscopia é a abordagem preferencial, permitindo a destorção do anexo e, se necessário, a remoção da massa ovariana subjacente. A preservação do ovário é o objetivo principal, mesmo em casos de aparente necrose, pois a recuperação funcional é possível.
A torção anexial tipicamente se manifesta com dor pélvica súbita e intensa, unilateral, frequentemente acompanhada de náuseas e vômitos. Pode haver uma massa palpável ao exame físico e dor à mobilização do colo.
A ultrassonografia é o exame de imagem de primeira linha. Pode mostrar ovário aumentado, edema, folículos periféricos, líquido livre na pelve e, crucialmente, ausência ou diminuição do fluxo sanguíneo no ovário torcido ao Doppler.
Os principais fatores de risco incluem a presença de cistos ovarianos (especialmente teratomas císticos maduros ou cistos dermoides), massas anexiais maiores que 5 cm, gravidez e indução da ovulação.
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