Torção Anexial: Diagnóstico e Manejo da Dor Pélvica Aguda

HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2022

Enunciado

Paciente 33 anos, usuária de método contraceptivo injetável, com dor súbita e lancinante em fossa ilíaca esquerda, que começou há 1 hora, procura atendimento médico. Ao exame normotensa, afebril, taquicardia, com sinais de abdome agudo. O toque vaginal evidencia intensa dor a mobilização de colo, palpando-se massa dolorosa de 9 cm na região anexial esquerda. No ultrassom evidencia-se formação heterogênea, com calcificações e sombra acústica, com 8 cm, ocupando a região anexial esquerda. Há pequena quantidade de líquido livre na pelve. O diagnóstico mais provável é:

Alternativas

  1. A) Abscesso tubo -ovariano.
  2. B) Aborto tubário.
  3. C) Torção anexial.
  4. D) Cisto hemorrágico do ovário.

Pérola Clínica

Dor pélvica súbita + massa anexial + USG heterogênea/líquido livre → suspeitar torção anexial.

Resumo-Chave

A torção anexial é uma emergência ginecológica que cursa com dor súbita e intensa, frequentemente associada a uma massa anexial. A ultrassonografia pode mostrar achados inespecíficos como massa heterogênea e líquido livre, mas a suspeita clínica é crucial para o diagnóstico e manejo rápido.

Contexto Educacional

A torção anexial é uma emergência ginecológica que ocorre quando o ovário e, por vezes, a tuba uterina, giram em torno de seus ligamentos de suporte, comprometendo o fluxo sanguíneo. É mais comum em mulheres em idade reprodutiva, especialmente na presença de massas ovarianas (cistos, teratomas) que aumentam o risco de rotação. A rápida identificação é crucial para preservar a viabilidade do ovário. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na dor pélvica súbita, unilateral e intensa, muitas vezes acompanhada de náuseas e vômitos. Ao exame físico, pode-se palpar uma massa anexial dolorosa e haver dor à mobilização do colo uterino. A ultrassonografia com Doppler é o exame de imagem de escolha, podendo mostrar ovário aumentado, edema, folículos periféricos e, em casos avançados, ausência de fluxo sanguíneo. No entanto, a presença de fluxo não exclui o diagnóstico, pois a torção pode ser intermitente ou parcial. O tratamento da torção anexial é cirúrgico e deve ser realizado o mais rápido possível para tentar salvar o ovário. A laparoscopia é a abordagem preferencial, permitindo a destorção do anexo e, se necessário, a remoção da massa ovariana subjacente. A ooforosalpingectomia é reservada para casos de necrose irreversível. O prognóstico é melhor quanto mais precoce for a intervenção.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da torção anexial?

A torção anexial tipicamente se manifesta com dor pélvica súbita, unilateral e intensa, frequentemente acompanhada de náuseas, vômitos e taquicardia. Pode haver febre baixa e sinais de irritação peritoneal.

Qual o papel da ultrassonografia no diagnóstico da torção anexial?

A ultrassonografia é o exame de imagem de escolha, podendo revelar ovário aumentado, edema, múltiplos folículos periféricos, ausência de fluxo sanguíneo Doppler (embora fluxo presente não exclua) e líquido livre na pelve.

Como diferenciar torção anexial de outras causas de dor pélvica aguda?

A torção anexial deve ser diferenciada de cisto ovariano roto/hemorrágico, abscesso tubo-ovariano, gravidez ectópica e apendicite. A dor súbita e lancinante, associada à massa anexial e achados de imagem, são cruciais para a diferenciação.

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