UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2020
Em relação à torção anexial, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir. ( ) O ovário esquerdo está mais propenso a torcer em relação ao direito.( ) Ocorre mais comumente com cistos benignos em relação aos malignos.( ) A maioria dos casos de torção ovariana ocorre em mulheres no climatério. ( ) A gravidez está associada a um risco aumentado de torção ovariana.( ) A ausência de uma massa anexial exclui o diagnóstico de torção.Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.
Torção anexial: mais comum em ovário direito, associada a cistos benignos e gravidez; ausência de massa não exclui.
A torção anexial é uma emergência ginecológica, mais frequente no ovário direito e em presença de cistos benignos. A gravidez é um fator de risco importante, e a ausência de uma massa anexial não deve descartar o diagnóstico, especialmente em crianças.
A torção anexial é uma emergência ginecológica que ocorre quando o ovário e, frequentemente, a tuba uterina, giram em torno de seus ligamentos de suporte, comprometendo o suprimento sanguíneo. É mais comum em mulheres em idade reprodutiva e durante a gravidez, sendo menos frequente no climatério. A presença de uma massa anexial, especialmente cistos benignos como teratomas císticos maduros (cistos dermoides), é um fator de risco significativo, pois massas maiores e mais móveis facilitam a torção. Curiosamente, o ovário direito é mais frequentemente afetado do que o esquerdo, possivelmente devido a um ligamento útero-ovariano mais longo e à ausência da restrição imposta pelo cólon sigmoide no lado esquerdo. A gravidez aumenta o risco de torção devido ao aumento do tamanho do útero e à vascularização pélvica. Os sintomas clássicos incluem dor pélvica aguda e súbita, muitas vezes acompanhada de náuseas e vômitos, que pode ser intermitente se a torção for parcial. O diagnóstico é desafiador e requer alta suspeição clínica. A ultrassonografia transvaginal com Doppler é o exame de imagem inicial, buscando sinais como ovário aumentado, edema e, idealmente, ausência de fluxo sanguíneo no ovário afetado. No entanto, a presença de fluxo não exclui a torção, pois esta pode ser intermitente ou incompleta. A ausência de uma massa anexial clara também não descarta o diagnóstico, especialmente em crianças. O tratamento é cirúrgico e visa a detorção do anexo, com ou sem ooforopexia, e a remoção de qualquer massa subjacente.
Os principais fatores de risco incluem a presença de massas anexiais (especialmente cistos benignos como teratomas císticos maduros), gravidez, indução de ovulação, ligamento útero-ovariano longo e histórico prévio de torção.
O ovário direito é mais propenso à torção devido a um ligamento útero-ovariano geralmente mais longo e à menor interferência do cólon sigmoide, que pode estabilizar o ovário esquerdo. Além disso, a dor da torção direita pode ser confundida com apendicite.
A ultrassonografia Doppler é a modalidade de imagem de escolha. A ausência de fluxo sanguíneo no ovário torcido é um sinal clássico, mas a presença de fluxo não exclui o diagnóstico, pois a torção pode ser intermitente ou incompleta. Outros achados incluem ovário aumentado e edema.
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