SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2020
Vítima de queda de moto após colisão com auto, um rapaz de 23 anos é submetido a drenagem torácica à direita, por pneumo- tórax. Tem tórax instável, com contusão pulmonar. Não são achadas outras lesões. Após a drenagem, está lúcido, queixando-se de dor em hemitórax direito. Saturação de O2 com máscara: 92%; FR: 32 irpm; FC: 110 bpm; PA: 110 78 mmHg. Conduta, neste momento:
Tórax instável + contusão pulmonar → analgesia, VNI, fisio respiratória, evitar sobrecarga hídrica.
Em pacientes com tórax instável e contusão pulmonar, a prioridade é otimizar a ventilação e oxigenação com medidas conservadoras. Analgesia adequada é crucial para permitir a expansão pulmonar, e a ventilação não invasiva pode evitar a intubação, enquanto a restrição hídrica previne o agravamento da contusão.
O tórax instável, frequentemente associado à contusão pulmonar, é uma lesão grave do trauma torácico que compromete a mecânica respiratória e a oxigenação. A contusão pulmonar é uma lesão do parênquima pulmonar que resulta em edema e hemorragia, levando à hipoxemia. É crucial reconhecer a gravidade e iniciar o manejo adequado para prevenir complicações e melhorar o prognóstico do paciente traumatizado. O diagnóstico é clínico, baseado na inspeção do movimento paradoxal da parede torácica e na avaliação dos sinais de insuficiência respiratória. Exames de imagem como radiografia de tórax e tomografia computadorizada confirmam as fraturas e a extensão da contusão. A fisiopatologia envolve a dor intensa que limita a expansão torácica e a lesão pulmonar direta que prejudica a troca gasosa. O tratamento inicial foca em analgesia potente para permitir a respiração, suporte ventilatório (preferencialmente não invasivo, como CPAP ou BiPAP, se o paciente estiver cooperativo e sem contraindicações), fisioterapia respiratória para mobilização de secreções e expansão pulmonar, e manejo hídrico restritivo para evitar o agravamento do edema pulmonar. A intubação e ventilação mecânica são reservadas para casos de falha das medidas conservadoras. A fixação cirúrgica das costelas pode ser considerada em casos selecionados para reduzir a dor e melhorar a mecânica respiratória.
O tórax instável é caracterizado pela movimentação paradoxal de uma parte da parede torácica durante a respiração, geralmente devido à fratura de três ou mais costelas adjacentes em dois ou mais locais, ou fratura esternal associada a fraturas costais.
A sobrecarga hídrica pode agravar o edema pulmonar associado à contusão, piorando a troca gasosa e aumentando o risco de insuficiência respiratória. A hidratação deve ser cautelosa e guiada pela perfusão tecidual.
A intubação é indicada em casos de falha respiratória progressiva, hipoxemia refratária à ventilação não invasiva, exaustão do paciente, rebaixamento do nível de consciência ou incapacidade de proteger vias aéreas.
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