UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2024
Paciente vítima de trauma torácico grave, com contusão pulmonar e diagnóstico de tórax instável e respiração paradoxal decorrente de fratura de múltiplos arcos costais, por trauma fechado, em O2 suplementar por máscara apresenta PA = 100 x 80, FR = 30 irpm, agitação psicomotora. Qual a conduta adequada?
Tórax instável + respiração paradoxal + agitação = intubação orotraqueal e ventilação com pressão positiva para estabilização.
Em pacientes com tórax instável e respiração paradoxal, a intubação orotraqueal e ventilação com pressão positiva são cruciais para estabilizar a parede torácica, otimizar a ventilação e oxigenação, e prevenir a fadiga respiratória, especialmente na presença de contusão pulmonar e sinais de insuficiência respiratória.
O tórax instável é uma lesão grave decorrente de trauma torácico fechado, caracterizada pela fratura de três ou mais costelas adjacentes em dois ou mais pontos, ou fratura do esterno associada a fraturas costais. Isso resulta em um segmento da parede torácica que perde sua continuidade óssea com o restante da caixa torácica, movendo-se paradoxalmente durante a respiração (afunda na inspiração e expande na expiração). A principal causa de morbidade e mortalidade não é a instabilidade da parede em si, mas a contusão pulmonar subjacente, que leva à hipoxemia e insuficiência respiratória. A fisiopatologia da insuficiência respiratória no tórax instável é multifatorial, envolvendo a dor intensa que restringe a respiração, a respiração paradoxal que compromete a ventilação alveolar e, principalmente, a contusão pulmonar associada, que causa edema, hemorragia e inflamação no parênquima pulmonar, resultando em shunt intrapulmonar e hipoxemia. O paciente apresenta taquipneia, dispneia, agitação e hipoxemia, indicando a necessidade de intervenção imediata. A conduta inicial para pacientes com tórax instável e sinais de insuficiência respiratória (como agitação, FR elevada, hipoxemia) é a intubação orotraqueal e ventilação mecânica com pressão positiva. Esta medida 'estabiliza' internamente o segmento instável, melhora a ventilação e oxigenação, reduz o trabalho respiratório e permite o manejo da dor e da contusão pulmonar. A fixação cirúrgica da parede torácica pode ser considerada em casos selecionados e após a estabilização inicial, mas não é a conduta de emergência para um paciente instável.
O tórax instável é diagnosticado pela fratura de três ou mais costelas adjacentes em dois ou mais locais, ou fratura do esterno associada a fraturas costais, resultando em um segmento da parede torácica que se move paradoxalmente durante a respiração.
A intubação e ventilação com pressão positiva 'pneumatizam' o segmento instável, estabilizando-o internamente, além de garantir oxigenação e ventilação adequadas, reduzir o trabalho respiratório e permitir o manejo da contusão pulmonar associada, que é a principal causa de morbidade.
As complicações incluem insuficiência respiratória aguda, pneumonia, atelectasia, dor intensa, contusão pulmonar (frequentemente associada e principal causa de morbidade), pneumotórax e hemotórax. O manejo da dor é crucial para evitar hipoventilação.
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