UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2022
A respeito do trauma torácico denominado tórax instável com respiração paradoxal, podemos afirmar:
Tórax instável = ≥3 fraturas costais adjacentes em ≥2 locais → movimento paradoxal da parede torácica.
O tórax instável é uma condição grave do trauma torácico caracterizada por fraturas múltiplas de costelas que resultam em um segmento da parede torácica que se move independentemente do restante, causando respiração paradoxal e comprometimento ventilatório. A contusão pulmonar subjacente é frequentemente a principal causa de morbidade.
O tórax instável é uma lesão grave do trauma torácico, definida pela fratura de três ou mais costelas adjacentes em dois ou mais locais, resultando em um segmento da parede torácica que perde sua continuidade óssea com o restante da caixa torácica. Essa condição leva à respiração paradoxal, onde o segmento fraturado se move para dentro durante a inspiração e para fora durante a expiração, comprometendo a ventilação e a oxigenação. É crucial reconhecer essa condição rapidamente no cenário de trauma. A fisiopatologia do tórax instável envolve não apenas a instabilidade mecânica da parede torácica, mas também, e frequentemente de forma mais significativa, a contusão pulmonar subjacente. A contusão pulmonar é a principal causa de hipoxemia e insuficiência respiratória, exigindo monitoramento rigoroso e suporte ventilatório. O diagnóstico é clínico, baseado na inspeção do movimento paradoxal, e confirmado por exames de imagem como a radiografia de tórax e a tomografia computadorizada. O tratamento visa principalmente a estabilização da via aérea, analgesia adequada para permitir uma ventilação eficaz e o manejo da contusão pulmonar. A ventilação mecânica pode ser necessária em casos de insuficiência respiratória. A fixação cirúrgica das costelas é uma opção crescente para pacientes selecionados, visando reduzir a dor, o tempo de ventilação e a morbidade.
O sinal mais característico é a respiração paradoxal, onde o segmento fraturado se move para dentro durante a inspiração e para fora durante a expiração, oposto ao movimento normal do tórax. Dor intensa e crepitação também são comuns.
A principal complicação é a contusão pulmonar subjacente, que pode levar à hipoxemia grave, insuficiência respiratória e necessidade de ventilação mecânica.
O manejo inicial inclui analgesia adequada, oxigenoterapia, fisioterapia respiratória e, em casos graves, ventilação mecânica. A fixação cirúrgica das costelas pode ser considerada em situações selecionadas.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo