UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2017
Homem, 27a, sofre queda do telhado e é trazido ao pronto-socorro. Exame físico: PA = 110 x 75 mmHg; FC = 110 bpm; FR = 28 irpm; oximetria de pulso (ar ambiente) = 89%; tórax: movimento paradoxal no hemitórax direito. Radiograma de tórax: quatro costelas à direita consecutivas fraturadas em dois pontos e consolidação do parênquima pulmonar adjacente. Para melhorar a oxigenação tecidual, além da suplementação de oxigênio, deve-se:
Tórax instável + contusão pulmonar → analgesia agressiva e reposição volêmica cautelosa para otimizar oxigenação.
Em tórax instável com contusão pulmonar, a analgesia adequada é crucial para melhorar a ventilação e a oxigenação, enquanto a reposição volêmica deve ser cautelosa para evitar a hiper-hidratação e o agravamento do edema pulmonar da contusão.
O trauma torácico é uma causa significativa de morbimortalidade, e o tórax instável é uma de suas apresentações mais graves. Caracteriza-se pela fratura de múltiplas costelas em dois ou mais pontos, resultando em um segmento da parede torácica que se move de forma paradoxal durante a respiração. Essa condição é quase sempre acompanhada por contusão pulmonar subjacente, que é a principal causa de hipoxemia e complicações respiratórias. A contusão pulmonar é o dano direto ao parênquima pulmonar, causando hemorragia e edema intersticial e alveolar, o que compromete a troca gasosa. O manejo inicial foca na estabilização da via aérea, ventilação e circulação. A suplementação de oxigênio é essencial, mas outras medidas são necessárias para otimizar a oxigenação tecidual. A dor intensa associada às fraturas de costela é um fator limitante crucial para a ventilação adequada. O tratamento do tórax instável e da contusão pulmonar envolve analgesia agressiva (sistêmica, regional ou bloqueios nervosos) para permitir uma ventilação eficaz e tosse. A reposição volêmica deve ser realizada com cautela, utilizando soluções cristaloides aquecidas, para evitar a hiper-hidratação que pode agravar o edema pulmonar da contusão. Monitoramento rigoroso da função respiratória e hemodinâmica é fundamental, e em casos graves, a ventilação mecânica pode ser necessária. A antibioticoterapia não é rotina, sendo reservada para infecções documentadas.
O tórax instável ocorre devido a fraturas de três ou mais costelas consecutivas em dois ou mais pontos, criando um segmento torácico que se move paradoxalmente à respiração. Isso causa dor intensa, prejudica a ventilação e leva à hipoxemia, frequentemente associada à contusão pulmonar subjacente.
A dor intensa limita a expansão torácica, impede a tosse eficaz e leva à atelectasia e pneumonia. Uma analgesia agressiva, incluindo bloqueios intercostais ou epidurais, permite que o paciente respire mais profundamente, tussa e melhore a ventilação e oxigenação.
A reposição volêmica deve ser cautelosa e guiada. Embora a hipovolemia deva ser corrigida, a hiper-hidratação pode piorar o edema pulmonar associado à contusão, aumentando o risco de Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA). O uso de cristaloides aquecidos é preferível, monitorando de perto a resposta.
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