UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2021
Paciente do sexo masculino, 40 anos, vítima de queda de andaime, apresenta instabilidade no tórax por múltiplas fraturas de arcos costais bilateral. Mesmo com drenagem torácica bilateral, evolui com insuficiência respiratória. No exame de imagem, pulmões não expandidos. Que conduta tomar inicialmente?
Tórax instável + insuficiência respiratória grave → intubação orotraqueal e ventilação mecânica com PEEP.
Em um paciente com tórax instável e insuficiência respiratória progressiva, mesmo após drenagem torácica, a intubação orotraqueal e ventilação mecânica são condutas iniciais essenciais para estabilizar a parede torácica e otimizar a oxigenação.
O tórax instável é uma lesão grave do trauma torácico, resultante de fraturas múltiplas de costelas que levam à perda da continuidade da parede torácica. Essa condição causa um movimento paradoxal do segmento fraturado durante a respiração, comprometendo a ventilação e a oxigenação. A insuficiência respiratória é a complicação mais temida e frequentemente associada à contusão pulmonar subjacente, que agrava o quadro. A fisiopatologia da insuficiência respiratória no tórax instável envolve dor intensa, que restringe a movimentação torácica, e a contusão pulmonar, que causa edema e hemorragia alveolar, prejudicando a troca gasosa. A instabilidade da parede torácica aumenta o trabalho respiratório e pode levar à fadiga muscular. O diagnóstico é clínico e radiológico, e a avaliação da gravidade da insuficiência respiratória é crucial para a tomada de decisão. A conduta inicial em pacientes com tórax instável e insuficiência respiratória grave é a intubação orotraqueal e ventilação mecânica com pressão positiva. Isso estabiliza internamente o segmento instável, otimiza a oxigenação e ventilação, e permite o manejo da dor e da contusão pulmonar. Outras medidas incluem analgesia adequada, fisioterapia respiratória e, em casos selecionados, fixação cirúrgica das costelas.
O tórax instável é caracterizado pela fratura de três ou mais costelas adjacentes em dois ou mais pontos, resultando em um segmento da parede torácica que se move paradoxalmente. A principal complicação é a insuficiência respiratória, frequentemente associada à contusão pulmonar subjacente.
A ventilação mecânica com pressão positiva ajuda a estabilizar o segmento instável da parede torácica, melhora a oxigenação, reduz o trabalho respiratório e permite o manejo da contusão pulmonar e da dor.
Sinais incluem taquipneia progressiva, uso de musculatura acessória, cianose, hipoxemia refratária à oxigenioterapia, alteração do nível de consciência e fadiga respiratória.
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