FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2015
Marque a afirmação CORRETA quanto ao tórax instável.
Tórax instável = Fratura > 3 costelas adjacentes em > 2 pontos + ventilação paradoxal. Tratamento: analgesia + suporte ventilatório.
O tórax instável é definido pela fratura de três ou mais costelas adjacentes em dois ou mais pontos, resultando em um segmento torácico que se move paradoxalmente à respiração. A principal preocupação é a contusão pulmonar subjacente e o tratamento foca em analgesia adequada e suporte ventilatório.
O tórax instável é uma lesão grave da parede torácica, geralmente resultante de trauma de alta energia. Caracteriza-se pela fratura de três ou mais costelas adjacentes em dois ou mais pontos, criando um segmento "flutuante" que se move paradoxalmente durante a respiração (retrai na inspiração e protrui na expiração). A principal morbidade e mortalidade associadas ao tórax instável não vêm da instabilidade da parede torácica em si, mas sim da contusão pulmonar subjacente, que está presente em quase todos os casos. A contusão pulmonar pode levar a edema, hemorragia e inflamação, comprometendo a troca gasosa e resultando em insuficiência respiratória. Fraturas das costelas superiores (1-3) podem indicar trauma de alta energia e devem levantar suspeita de lesões de grandes vasos (como a aorta torácica) ou do plexo braquial. O tratamento do tórax instável é primariamente de suporte, com foco na analgesia agressiva para otimizar a ventilação e a tosse, e no suporte ventilatório, se necessário. A fisioterapia respiratória é fundamental. A fixação cirúrgica das costelas (osteossíntese) é reservada para casos selecionados com falha do tratamento conservador, deformidade significativa ou dor intratável.
O diagnóstico de tórax instável é definido pela fratura de três ou mais costelas adjacentes em dois ou mais pontos, o que resulta em um segmento da parede torácica que se move paradoxalmente à respiração.
A principal complicação associada ao tórax instável é a contusão pulmonar subjacente, que ocorre em quase todos os casos e pode levar a insuficiência respiratória grave.
A analgesia é crucial no tratamento do tórax instável para permitir que o paciente respire profundamente e tussa eficazmente, prevenindo atelectasias e pneumonia, e reduzindo o trabalho respiratório.
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