HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2025
Homem, 27a, sofre queda do telhado e é trazido ao pronto socorro. Exame fisico: PA = 110 x-75 mmHg; FC = 110 bpm FR = 28 irpm; oximetria de pulso (ar ambiente) = 89%; tórax: movimento paradoxal no hemitórax direito. Radiograma de tórax: quatro costelas à direita consecutivas fraturadas em dois pontos e consolidação do parênquima pulmonar adjacente. Para melhorar a oxigenação tecidual, além da suplementação de oxigénio, deve-se:
Tórax instável (movimento paradoxal) + hipoxemia → Analgesia agressiva, reposição volêmica cautelosa, suporte ventilatório.
O tórax instável causa dor intensa e comprometimento ventilatório (movimento paradoxal, contusão pulmonar), levando à hipoxemia. A analgesia adequada é crucial para melhorar a ventilação, e a reposição volêmica deve ser cuidadosa para evitar sobrecarga e piora da contusão pulmonar.
O trauma torácico é uma causa significativa de morbimortalidade, e o tórax instável, caracterizado pela fratura de três ou mais costelas consecutivas em dois ou mais pontos, resulta em um segmento da parede torácica que se move paradoxalmente à respiração. Isso compromete a ventilação e a oxigenação, frequentemente associado à contusão pulmonar subjacente. A fisiopatologia do tórax instável envolve dor intensa, que limita a expansão torácica, e a contusão pulmonar, que causa edema e hemorragia no parênquima, resultando em shunt intrapulmonar e hipoxemia. Os sinais incluem movimento paradoxal, dor, taquipneia e hipoxemia. O manejo inicial inclui suplementação de oxigênio e, crucialmente, analgesia agressiva para permitir uma ventilação eficaz. A reposição volêmica deve ser cuidadosa, com cristaloides aquecidos, mas evitando a hiper-hidratação, que pode piorar o edema da contusão pulmonar. Em casos de hipoxemia refratária ou insuficiência respiratória, a ventilação mecânica pode ser necessária.
Os sinais clínicos incluem dor intensa, taquipneia, movimento paradoxal do segmento torácico fraturado (que se retrai na inspiração e se expande na expiração) e hipoxemia.
A analgesia adequada é crucial para reduzir a dor, permitindo que o paciente respire mais profundamente e tossa eficazmente, o que melhora a ventilação, a oxigenação e previne atelectasias e pneumonia.
A reposição volêmica deve ser cautelosa para evitar a hiper-hidratação, que pode agravar o edema pulmonar associado à contusão, piorando a troca gasosa e a hipoxemia.
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