SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2020
Você, médico plantonista, recebe uma ligação que estão transferindo um paciente vítima de atropelamento por moto. O socorrista lhe informa que o paciente apresenta quadro de hipoxemia devido a um quadro de tórax flácido (fratura em dois pontos do quinto ao sétimo arcos costais). A hipóxia é causada por:
Tórax flácido → hipóxia por dor intensa + contusão pulmonar, não apenas movimento paradoxal.
A hipoxemia no tórax flácido é primariamente causada pela dor intensa que restringe a ventilação e pela contusão pulmonar subjacente, que prejudica a troca gasosa. O movimento paradoxal da parede torácica, embora presente, tem um papel secundário na hipóxia.
O tórax flácido é uma lesão grave do trauma torácico, caracterizada pela fratura de três ou mais costelas adjacentes em dois ou mais pontos, criando um segmento da parede torácica que se move paradoxalmente à respiração. Essa condição é um indicador de trauma de alta energia e frequentemente está associada a lesões pulmonares subjacentes, como a contusão pulmonar. Sua importância clínica reside no potencial de causar insuficiência respiratória grave e complicações significativas. A fisiopatologia da hipoxemia no tórax flácido é multifatorial. Embora o movimento paradoxal do segmento flácido seja um achado clássico, a principal causa da hipoxemia e da insuficiência respiratória é a dor intensa, que impede uma ventilação adequada, e a contusão pulmonar associada. A contusão pulmonar leva a edema, hemorragia e inflamação no parênquima, comprometendo a complacência pulmonar e a troca gasosa, resultando em um shunt intrapulmonar. O tratamento do tórax flácido foca em otimizar a ventilação e oxigenação. Isso inclui analgesia agressiva para permitir a expansão pulmonar, oxigenoterapia, fisioterapia respiratória e, em casos graves, ventilação mecânica com pressão positiva. A fixação cirúrgica das costelas pode ser considerada em pacientes selecionados para reduzir a dor, melhorar a função pulmonar e diminuir o tempo de ventilação mecânica.
Os principais sinais incluem dor intensa, crepitação à palpação, movimento paradoxal da parede torácica durante a respiração e sinais de insuficiência respiratória como taquipneia e hipoxemia.
A conduta inicial envolve analgesia adequada, oxigenoterapia, suporte ventilatório se necessário e avaliação para contusão pulmonar e outras lesões intratorácicas.
A contusão pulmonar causa edema e hemorragia no parênquima pulmonar, levando a um shunt intrapulmonar e comprometimento da troca gasosa, resultando em hipoxemia.
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