SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2017
Um homem de 35 anos foi vítima de agressão à faca em uma briga de bar. Chega à unidade de emergência em choque e é encaminhado à sala de ressuscitação. Ao exame físico, percebe-se ferimento de 2 cm de comprimento ao nível do 6º espaço intercostal esquerdo, próximo ao esterno. As pupilas estão reativas, não há pulsos e evidencia-se movimentos respiratórios espontâneos. Em seguida, um membro da equipe constata que o paciente está em parada cardíaca. Na monitorização, constata-se atividade eletrocardiográfica organizada. Qual a MELHOR conduta nesse caso?
Trauma torácico penetrante + Parada cardíaca (AESP) → Toracotomia de reanimação.
Em trauma torácico penetrante com parada cardíaca e atividade elétrica organizada (AESP), a toracotomia de reanimação é a conduta de escolha. Ela permite o controle direto de hemorragias intratorácicas, alívio de tamponamento cardíaco e clampeamento da aorta para redistribuição de fluxo.
A toracotomia de reanimação é um procedimento de emergência salvador de vidas, indicado em situações específicas de trauma torácico grave. É crucial para pacientes que chegam à emergência em parada cardíaca ou a desenvolvem rapidamente após trauma penetrante no tórax, especialmente quando há atividade elétrica sem pulso (AESP) ou bradicardia profunda. A janela de oportunidade para este procedimento é extremamente curta, geralmente minutos após a perda dos sinais vitais. A fisiopatologia subjacente a essas indicações inclui tamponamento cardíaco por hemorragia, lesões diretas do coração ou grandes vasos, e hemorragia maciça intratorácica que leva a choque hipovolêmico refratário. A toracotomia de reanimação permite o acesso direto à cavidade torácica para aliviar o tamponamento, controlar a hemorragia, reparar lesões cardíacas e, se necessário, clampear a aorta descendente para desviar o fluxo sanguíneo para o cérebro e coração. Para residentes, é vital reconhecer rapidamente os pacientes que se beneficiarão deste procedimento e estar familiarizado com os passos essenciais. A decisão de realizar uma toracotomia de reanimação é baseada em critérios rigorosos, como o mecanismo do trauma, a presença de sinais de vida na cena ou na chegada, e a resposta inicial à ressuscitação. O treinamento prático e o conhecimento dos protocolos de trauma avançado são indispensáveis para otimizar os resultados em cenários tão críticos.
É indicada em pacientes com trauma penetrante torácico que chegam em parada cardíaca ou a desenvolvem na emergência, especialmente com atividade elétrica sem pulso (AESP) ou bradicardia grave.
Os objetivos incluem aliviar o tamponamento cardíaco, controlar hemorragias intratorácicas, reparar lesões cardíacas ou de grandes vasos, e realizar clampeamento aórtico para otimizar a perfusão cerebral e coronariana.
A pericardiocentese é um procedimento percutâneo para drenar líquido do pericárdio. A toracotomia é uma cirurgia aberta que permite acesso direto ao coração e grandes vasos, sendo mais eficaz para tamponamento maciço ou hemorragia ativa em trauma.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo