PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2020
Em qual paciente a toracotomia na sala de emergência é contraindicada?
Toracotomia de emergência é contraindicada em trauma com assistolia prolongada (>15-20 min) e sem sinais de vida.
A toracotomia de emergência (ou ressuscitativa) é um procedimento heroico indicado em trauma torácico penetrante com parada cardíaca presenciada ou iminente, especialmente em casos de tamponamento cardíaco ou hemorragia maciça intratorácica. No entanto, sua eficácia é mínima em pacientes com assistolia prolongada (geralmente mais de 10-15 minutos de RCP sem resposta) e ausência de sinais de vida, como atividade elétrica sem pulso (AESP) ou bradicardia extrema, pois o dano cerebral irreversível já é provável.
A toracotomia de emergência, também conhecida como toracotomia ressuscitativa, é um procedimento invasivo e de alto risco realizado na sala de emergência para pacientes com trauma torácico grave e parada cardiorrespiratória ou choque profundo. Sua indicação é restrita a situações específicas onde há potencial de reversibilidade da condição, como tamponamento cardíaco ou hemorragia intratorácica maciça. A fisiopatologia da parada cardiorrespiratória no trauma é frequentemente hipovolêmica ou obstrutiva (tamponamento, pneumotórax hipertensivo). A toracotomia visa corrigir rapidamente essas causas reversíveis. O diagnóstico da necessidade é clínico, baseado na presença de trauma torácico penetrante e deterioração hemodinâmica rápida ou PCR. A ultrassonografia FAST pode auxiliar na identificação de tamponamento cardíaco. O tratamento com toracotomia de emergência busca restaurar a circulação e oxigenação. No entanto, é crucial selecionar os pacientes que realmente se beneficiarão. Pacientes com trauma penetrante e assistolia prolongada (geralmente >10-15 minutos de RCP sem sinais de vida) têm um prognóstico extremamente reservado, e a toracotomia é considerada fútil, sendo uma contraindicação absoluta. O foco deve ser em intervenções que ofereçam uma chance real de sobrevida com qualidade.
As principais indicações incluem trauma torácico penetrante com parada cardíaca presenciada, tamponamento cardíaco, hemorragia intratorácica maciça, embolia aérea sistêmica e lesão traqueobrônquica grave, em pacientes com sinais de vida ou PCR recente.
A assistolia prolongada, especialmente por mais de 10-15 minutos de RCP sem resposta e sem sinais de vida, indica que o dano cerebral é provavelmente irreversível e que a chance de recuperação é mínima, tornando a toracotomia um procedimento fútil.
O objetivo é aliviar o tamponamento cardíaco, controlar hemorragias intratorácicas, realizar massagem cardíaca interna, clampear a aorta descendente para desviar o fluxo sanguíneo para o cérebro e coração, e reparar lesões cardíacas ou pulmonares que ameacem a vida.
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