UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2021
Homem, 60 anos de idade, é trazido ao PS vítima de trauma penetrante na parede torácica anterior, com suspeita de ferimento cardíaco. Frente à necessidade de toracotomia na sala de emergência, qual é a via de acesso preferencial?
Trauma torácico penetrante com ferimento cardíaco → Toracotomia ântero-lateral esquerda é via preferencial de emergência.
A toracotomia ântero-lateral esquerda é a via de acesso preferencial em casos de trauma torácico penetrante com suspeita de ferimento cardíaco na sala de emergência. Essa abordagem permite acesso rápido ao pericárdio e coração, além de possibilitar o clampeamento da aorta descendente em casos de choque hemorrágico grave.
A toracotomia de emergência, também conhecida como toracotomia de reanimação, é um procedimento crítico realizado em pacientes com trauma torácico grave e instabilidade hemodinâmica, especialmente na presença de ferimentos cardíacos. Sua importância reside na capacidade de reverter condições de risco de vida, como tamponamento cardíaco, hemorragia maciça e parada cardíaca traumática, oferecendo uma janela de oportunidade para intervenção imediata. A decisão de realizar uma toracotomia de emergência é complexa e baseada em critérios clínicos rigorosos, visando maximizar as chances de sobrevida do paciente. A fisiopatologia do trauma cardíaco penetrante envolve lesões diretas ao miocárdio, pericárdio ou grandes vasos, levando a tamponamento cardíaco, choque hipovolêmico ou arritmias fatais. A toracotomia ântero-lateral esquerda é a via de acesso preferencial devido à sua rapidez e eficácia em expor o coração e o pericárdio. Essa abordagem permite a descompressão imediata do tamponamento, o controle de sangramentos e a massagem cardíaca interna, elementos cruciais para a reanimação. O tratamento de um ferimento cardíaco em emergência exige uma equipe bem treinada e equipamentos adequados. Após a toracotomia, o foco é no controle da hemorragia, reparo da lesão cardíaca (geralmente com suturas simples), e reanimação volêmica. O prognóstico é geralmente reservado, mas a intervenção precoce e eficaz pode salvar vidas. Residentes devem dominar as indicações, técnica e manejo pós-operatório para otimizar os resultados nesses cenários desafiadores.
As indicações incluem trauma torácico penetrante com sinais de tamponamento cardíaco, choque refratário, hemorragia torácica maciça, lesão traqueobrônquica ou esofágica, e parada cardíaca traumática presenciada.
Permite acesso rápido ao coração e grandes vasos, facilitando a drenagem do tamponamento cardíaco, reparo de lesões cardíacas, massagem cardíaca interna e clampeamento da aorta descendente para controle de hemorragia.
Após a abertura, deve-se identificar e drenar o hemopericárdio, controlar sangramentos ativos, realizar massagem cardíaca interna se necessário e avaliar a necessidade de clampeamento aórtico.
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