HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2021
Um paciente sofre um ferimento por arma de fogo em tórax anterior direito, com ferimento de saída no tórax posterior esquerdo. Chega à emergência intubado pela equipe do atendimento pré-hospitalar, com murmúrio vesicular direito ausente e esquerdo presente. Verificam-se PA = 90 mmHg x 60 mmHg, FC = 130 bpm, FR = 22 irpm e SatO2 = 85%.Com base nesse caso e nos conhecimentos médicos relacionados ao trauma torácico, assinale a alternativa correta.
Parada cardíaca após trauma torácico penetrante → Toracotomia de emergência (ressuscitação).
A toracotomia de emergência é um procedimento salvador indicado em pacientes com trauma torácico penetrante que apresentam parada cardíaca ou choque profundo refratário, especialmente na presença de tamponamento cardíaco ou hemorragia intratorácica maciça. Seu objetivo é controlar o sangramento, aliviar o tamponamento e realizar massagem cardíaca interna.
O trauma torácico é uma das principais causas de morbimortalidade em pacientes traumatizados, e o trauma torácico penetrante, em particular, pode levar rapidamente a condições de risco de vida. O manejo inicial segue os princípios do ATLS (Advanced Trauma Life Support), com foco na identificação e tratamento de lesões que ameaçam a vida. Nesse cenário, um paciente com ferimento por arma de fogo no tórax, instabilidade hemodinâmica grave (PA 90x60, FC 130) e murmúrio vesicular ausente no lado direito, já intubado e com SatO2 baixa, apresenta um quadro de choque e insuficiência respiratória grave, altamente sugestivo de pneumotórax hipertensivo, hemotórax maciço ou tamponamento cardíaco. A toracotomia de emergência é um procedimento invasivo, mas potencialmente salvador, indicado em situações de parada cardíaca após trauma penetrante de tórax, choque refratário ou hemorragia intratorácica maciça. Ela permite o acesso direto à cavidade torácica para controlar sangramentos, aliviar o tamponamento cardíaco e realizar manobras de ressuscitação interna. A decisão de realizar uma toracotomia de emergência deve ser rápida e baseada na avaliação clínica, sem atrasos por exames complementares que não alterariam a conduta imediata em um paciente tão instável.
As indicações incluem parada cardíaca após trauma penetrante de tórax, choque profundo refratário a fluidos, hemotórax maciço (>1500 mL inicial ou >200 mL/h por 2-4h), tamponamento cardíaco e lesão traqueobrônquica maior.
O objetivo é identificar e controlar rapidamente a causa da parada, como tamponamento cardíaco, hemorragia maciça ou embolia aérea, além de permitir a massagem cardíaca interna e o clampeamento da aorta para redistribuição do fluxo sanguíneo.
Sinais de choque grave (PA 90/60, FC 130), murmúrio vesicular ausente unilateralmente (sugere pneumotórax hipertensivo ou hemotórax maciço), e a progressão para parada cardíaca após trauma penetrante são fortes indicadores.
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