HVV - Hospital Vaz Monteiro - Lavras (MG) — Prova 2025
A toracocentese é um procedimento utilizado para a retirada de líquido acumulado no espaço pleural. Considerando a toracocentese, é CORRETO afirmar:
Toracocentese: Diagnóstica (análise líquido) e Terapêutica (alívio dispneia por derrame pleural volumoso).
A toracocentese é um procedimento versátil, essencial tanto para elucidar a etiologia de um derrame pleural através da análise do líquido, quanto para aliviar a dispneia e o desconforto respiratório causados por grandes acúmulos de líquido no espaço pleural.
A toracocentese é um procedimento médico fundamental na prática clínica, especialmente em pneumologia e medicina de emergência, para o manejo de derrames pleurais. Sua principal utilidade reside na capacidade de servir tanto como ferramenta diagnóstica quanto terapêutica. Do ponto de vista diagnóstico, a análise do líquido pleural (citologia, bioquímica, microbiologia) é crucial para determinar a etiologia do derrame, diferenciando entre exsudatos e transudatos e identificando condições como infecções (empiema), malignidades, insuficiência cardíaca, entre outras. Terapeuticamente, a remoção de grandes volumes de líquido pleural pode aliviar significativamente a dispneia e o desconforto respiratório em pacientes com derrames volumosos, melhorando a mecânica pulmonar. É imperativo que o procedimento seja realizado com técnica asséptica e em local anatômico seguro, geralmente entre o 6º e o 9º espaço intercostal, na linha axilar média ou posterior, sempre puncionando sobre a borda superior da costela inferior para evitar lesão do feixe neurovascular. O conhecimento das indicações, contraindicações relativas e potenciais complicações, como pneumotórax e sangramento, é essencial para a segurança do paciente e a eficácia do procedimento.
As principais indicações são o diagnóstico da causa de um derrame pleural de etiologia desconhecida e o alívio sintomático de derrames pleurais volumosos que causam dispneia.
A toracocentese deve ser realizada com o paciente sentado, braço elevado, no 6º a 9º espaço intercostal, na linha axilar média ou posterior, puncionando sempre acima da borda superior da costela inferior para evitar o feixe neurovascular.
As complicações mais comuns incluem pneumotórax, sangramento (hemotórax), dor, infecção e, raramente, lesão de órgãos abdominais ou edema de reexpansão.
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