FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2023
O derrame pleural se caracteriza pela coleção de um volume anormal de líquido no espaço pleural e pode evoluir rapidamente para insuficiência respiratória. Quando do diagnóstico de derrame pleural, o procedimento adequado a ser feito é:
Derrame pleural com insuficiência respiratória → Toracocentese diagnóstica e/ou terapêutica é a conduta inicial.
A toracocentese é o procedimento padrão ouro para o diagnóstico etiológico do derrame pleural, além de ser terapêutica em casos de grande volume que causam desconforto respiratório. É crucial para diferenciar as causas transudativas das exsudativas.
O derrame pleural é a acumulação anormal de líquido no espaço entre as pleuras visceral e parietal, sendo uma condição comum com diversas etiologias, desde causas benignas como insuficiência cardíaca até malignidades. Sua prevalência é alta, e o reconhecimento precoce é crucial devido ao risco de insuficiência respiratória aguda. É um tema recorrente em provas de residência e na prática clínica. A fisiopatologia envolve um desequilíbrio entre a produção e a reabsorção do líquido pleural. O diagnóstico inicial é feito por exames de imagem como radiografia de tórax e ultrassonografia. A toracocentese é o procedimento diagnóstico e, por vezes, terapêutico de escolha, permitindo a análise do líquido pleural para determinar sua natureza (transudato ou exsudato) e etiologia. O manejo do derrame pleural depende da sua causa subjacente. A toracocentese terapêutica pode aliviar a dispneia em derrames volumosos. O tratamento definitivo visa a condição de base, podendo incluir diuréticos, antibióticos, quimioterapia ou, em casos selecionados, pleurodese ou cirurgia.
Os sinais e sintomas incluem dispneia, dor torácica pleurítica, tosse e, ao exame físico, macicez à percussão, diminuição do frêmito toracovocal e murmúrio vesicular abolido.
A toracocentese é indicada para todo derrame pleural de causa desconhecida, exceto se for pequeno e claramente transudativo (ex: insuficiência cardíaca), e também para alívio sintomático em derrames volumosos.
As complicações mais comuns incluem pneumotórax, sangramento (hemotórax), infecção pleural, dor e, raramente, edema pulmonar de reexpansão.
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