Toracocentese: Técnica Segura e Manejo do Derrame Pleural

HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2022

Enunciado

A Toracocentese faz parte de procedimentos a serem realizados no Pronto Socorro, a depender do desconforto respiratório do paciente ou mesmo para diagnostico. Sobre o procedimento e derrame pleural marque a correta.

Alternativas

  1. A) Deve-se evitar a punção da borda superior da costela inferior a fim de reduzir o risco de complicações. 
  2. B) Deve-se suspender a toracocentese após drenagem entre 1000 e 1500ml de líquido ou em caso de tosse.
  3. C) Pode-se estimar o derrame pleural e indicação de toracocentese a partir de Rx de tórax.
  4. D) Na toracocentese deve-se conectar o equipe de soro ao euipo de plástico e retirara agulha

Pérola Clínica

Toracocentese: Punção na borda superior da costela inferior para evitar feixe neurovascular.

Resumo-Chave

A toracocentese é um procedimento diagnóstico e terapêutico essencial para derrames pleurais. A técnica correta envolve a punção na borda superior da costela inferior para evitar lesão do feixe neurovascular, que se localiza na borda inferior da costela superior.

Contexto Educacional

A toracocentese é um procedimento invasivo comum em pronto-socorro e enfermarias, essencial para o diagnóstico e tratamento de derrames pleurais. Sua correta execução exige conhecimento anatômico e técnico para minimizar riscos. O derrame pleural pode ser transudato ou exsudato, e a análise do líquido pleural é fundamental para determinar a etiologia, guiando a conduta terapêutica. A técnica segura da toracocentese envolve a escolha do local de punção, geralmente entre o 7º e o 9º espaço intercostal na linha axilar média ou posterior, acima do diafragma. A punção deve ser realizada sempre sobre a borda superior da costela inferior para evitar o feixe neurovascular intercostal. A assepsia rigorosa e a anestesia local são mandatórias. A drenagem deve ser lenta e monitorada, com atenção aos sinais de tosse ou dor, que podem indicar edema de reexpansão ou pneumotórax. A estimativa do volume do derrame pleural por radiografia de tórax é importante para a indicação da toracocentese. Um derrame que oblitera o seio costofrênico posterior geralmente indica pelo menos 75 mL de líquido, enquanto a obliteração do seio costofrênico lateral sugere mais de 175 mL. A ultrassonografia torácica é uma ferramenta cada vez mais utilizada para guiar a punção, aumentando a segurança e a taxa de sucesso do procedimento.

Perguntas Frequentes

Qual a técnica correta para realizar uma toracocentese com segurança?

A toracocentese deve ser realizada com o paciente sentado, inclinado para frente, ou em decúbito lateral. A punção é feita no espaço intercostal escolhido, na borda superior da costela inferior, para evitar o feixe neurovascular localizado na borda inferior da costela superior.

Quais são as principais complicações da toracocentese?

As complicações mais comuns incluem pneumotórax, sangramento (hemotórax), dor, infecção e, mais raramente, lesão de órgãos abdominais (fígado, baço) ou edema de reexpansão. A técnica asséptica e a punção correta minimizam esses riscos.

Qual o volume máximo de líquido pleural a ser drenado em uma toracocentese?

Geralmente, recomenda-se não drenar mais de 1.000 a 1.500 mL de líquido em uma única sessão para evitar o edema de reexpansão pulmonar. A drenagem deve ser interrompida se o paciente apresentar tosse persistente, dor torácica ou dispneia.

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