Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2020
Mesmo sendo pouco utilizado em ginecologia, o toque retal ainda tem grande valor na propedêutica de:
Toque retal é valioso na propedêutica da endometriose, especialmente a profunda.
Embora menos utilizado, o toque retal em ginecologia é fundamental para avaliar o septo retovaginal, ligamentos uterossacros e parede posterior do útero. É particularmente útil na suspeita de endometriose profunda, onde pode-se palpar nódulos ou espessamentos dolorosos nessas estruturas.
O toque retal, embora por vezes negligenciado na rotina ginecológica, mantém um valor propedêutico significativo, especialmente em situações específicas. Ele complementa o exame vaginal, permitindo a avaliação de estruturas pélvicas posteriores que são difíceis de acessar apenas pela via vaginal, como o septo retovaginal, os ligamentos uterossacros e o fundo de saco de Douglas. Na propedêutica da endometriose, o toque retal é de grande valia, particularmente para a forma profunda da doença. A palpação de nódulos endurecidos, espessamentos ou áreas de dor intensa nos ligamentos uterossacros ou no septo retovaginal durante o toque retal é altamente sugestiva de implantes endometrióticos profundos, orientando a investigação diagnóstica e o planejamento terapêutico. Embora o toque retal possa fornecer informações adicionais em casos de câncer de ovário (massas anexiais fixas) ou câncer de colo uterino (invasão parametrial), sua sensibilidade e especificidade são mais destacadas na avaliação da endometriose profunda. Para miomatose uterina, o exame vaginal geralmente é suficiente para a palpação do útero aumentado, e o toque retal não adiciona informações cruciais para o diagnóstico primário.
O toque retal é indicado para avaliar o septo retovaginal, ligamentos uterossacros, parede posterior do útero, fundo de saco de Douglas e para identificar massas pélvicas ou dor à palpação, sendo crucial na suspeita de endometriose profunda.
No toque retal, o examinador pode palpar nódulos, espessamentos ou áreas de dor intensa nos ligamentos uterossacros, septo retovaginal ou fundo de saco de Douglas, achados sugestivos de endometriose profunda.
Além da endometriose, o toque retal pode auxiliar no estadiamento de câncer de colo uterino (invasão parametrial ou retal), na avaliação de massas anexiais e na identificação de outras patologias pélvicas posteriores.
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