CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2009
Normalmente a córnea sem astigmatismo de uma pessoa emétrope possui:
Córnea normal = Prolata (centro mais curvo que a periferia).
A córnea humana normal é asférica e prolata, o que significa que seu raio de curvatura aumenta (fica mais plana) do centro para a periferia.
A córnea é o principal elemento refrativo do olho, contribuindo com cerca de dois terços do poder dióptrico total. Sua forma não é esférica, mas sim asférica prolata. Esse design biológico é funcionalmente importante porque ajuda a focar a luz de forma mais eficiente na retina, compensando parcialmente a aberração esférica positiva natural da lente. Em pacientes emétropes e sem astigmatismo, essa transição do centro mais curvo para a periferia mais plana ocorre de forma suave e simétrica. Alterações nesse padrão são indicativos de patologias, como o ceratocone (onde há um encurvamento excessivo e irregular) ou mudanças pós-cirúrgicas.
Uma superfície prolata é aquela que é mais curva no seu ápice (centro) e torna-se progressivamente mais plana em direção à periferia. Esta é a configuração natural da córnea humana saudável, essencial para reduzir as aberrações esféricas do sistema óptico ocular.
Enquanto a prolata é mais curva no centro, a córnea oblata é mais plana no centro e mais curva na periferia. A forma oblata não é natural e geralmente é encontrada após cirurgias refrativas para miopia (LASIK/PRK) ou em certas patologias e cicatrizes.
A curvatura é medida principalmente pela ceratometria (que avalia os 3mm centrais) e pela topografia ou tomografia corneana (Pentacam/Galilei), que mapeiam toda a superfície, permitindo identificar o padrão de aplanamento periférico e diagnosticar ectasias.
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