Tonsilites: Diagnóstico, Tratamento e Prevenção de Febre Reumática

SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2020

Enunciado

Sobre as tonsilites pode-se afirmar, exceto:

Alternativas

  1. A) As diretrizes mais recentes contraindicam a realização do teste de antiestreptolisina o e leucograma para diagnóstico de tonsilite pelo estreptococo beta hemolítico do grupo A.
  2. B) De forma geral, não parece ser significante o diagnóstico e tratamento de tonsilites e faringites causadas por bactérias que não o estreptococo beta hemolítico do grupo A.
  3. C) O emprego correto de antibacterianos até 9 dias após o início do quadro infeccioso é capaz de impedir a febre reumática.
  4. D) 75% dos casos de tonsilite em menores de 3 anos é de etiologia viral.
  5. E) O tratamento com amoxicilina + clavulanato é indicado para os paciente que frequentam creche, tenham irmãos mais velhos em fase escolar ou tenha usado penicilina ou amoxicilina nos últimos três meses.

Pérola Clínica

Amoxicilina + clavulanato NÃO é primeira escolha para tonsilite estreptocócica, penicilina/amoxicilina são preferíveis.

Resumo-Chave

O tratamento de primeira linha para tonsilite estreptocócica é penicilina ou amoxicilina. Amoxicilina + clavulanato é reservado para casos específicos, como falha terapêutica ou infecções recorrentes, e não é uma indicação geral para crianças em creche ou com irmãos em idade escolar.

Contexto Educacional

As tonsilites são inflamações das tonsilas palatinas, frequentemente causadas por vírus ou bactérias. A tonsilite estreptocócica, causada pelo Estreptococo beta-hemolítico do grupo A (EBHGA), é de particular importância devido ao risco de complicações não supurativas graves, como a febre reumática e a glomerulonefrite pós-estreptocócica. O diagnóstico diferencial entre etiologia viral e bacteriana é crucial para evitar o uso desnecessário de antibióticos, que contribui para a resistência antimicrobiana. As diretrizes atuais enfatizam o diagnóstico clínico e, quando necessário, o uso de testes rápidos para detecção de antígenos estreptocócicos ou cultura de orofaringe. Testes como o antiestreptolisina O (ASLO) e o leucograma não são indicados para o diagnóstico de tonsilite aguda, pois o ASLO reflete infecção passada e o leucograma é inespecífico. A maioria das tonsilites em crianças menores de 3 anos é de etiologia viral, e o tratamento antibiótico é geralmente desnecessário para bactérias que não o EBHGA. O tratamento da tonsilite estreptocócica com penicilina ou amoxicilina é altamente eficaz na erradicação do EBHGA e na prevenção da febre reumática, desde que iniciado em até 9 dias do início dos sintomas. O uso de amoxicilina + clavulanato não é a primeira escolha e é reservado para situações específicas, como falha terapêutica com penicilina/amoxicilina, infecções recorrentes ou quando há suspeita de co-infecção por bactérias produtoras de betalactamase, e não deve ser generalizado para pacientes em creche ou com irmãos em idade escolar sem outras indicações.

Perguntas Frequentes

Qual o tratamento de primeira linha para tonsilite estreptocócica?

O tratamento de primeira linha para tonsilite estreptocócica é a penicilina (oral ou benzatina) ou amoxicilina, devido à sua eficácia e espectro adequado para o Estreptococo beta-hemolítico do grupo A (EBHGA).

Por que o teste de antiestreptolisina O (ASLO) não é recomendado para diagnóstico de tonsilite aguda?

O ASLO não é recomendado para diagnóstico de tonsilite aguda porque seus níveis sobem tardiamente e permanecem elevados por semanas, não refletindo a infecção atual e não sendo útil para guiar o tratamento imediato.

Qual a importância do tratamento precoce da tonsilite estreptocócica?

O tratamento correto com antibacterianos, iniciado em até 9 dias após o início do quadro infeccioso, é crucial para erradicar o EBHGA e impedir o desenvolvimento da febre reumática, uma complicação grave.

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