CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2007
Qual dos tonômetros abaixo mais deforma a córnea durante a tonometria?
Schiotz = Indentação → Maior deformação corneana e deslocamento de volume vs Aplanação (Goldmann).
O tonômetro de Schiotz utiliza o princípio da indentação, que deforma significativamente a córnea ao deslocar uma quantidade considerável de fluido intraocular.
A medição da pressão intraocular (PIO) é fundamental no manejo do glaucoma. A física por trás dos tonômetros define sua acurácia. O tonômetro de Schiotz, ao indentar a córnea, enfrenta o problema da 'rigidez ocular'. Se um olho é mais rígido que a média, ele resiste à indentação, sugerindo uma PIO falsamente alta. Em contraste, o tonômetro de aplanação de Goldmann foi desenhado para que a força de capilaridade do filme lacrimal e a resistência da córnea se anulem quando uma área de 3,06 mm é aplanada. Isso minimiza a deformação tecidual e o erro induzido pelo volume. Portanto, em termos de deformação estrutural macroscópica da superfície corneana, o método de indentação de Schiotz é o que produz a alteração mais drástica durante o procedimento.
O tonômetro de Schiotz é um instrumento de indentação. Ele mede a profundidade da depressão causada na córnea por um pino de peso conhecido. Quanto menor a pressão intraocular (PIO), mais o pino afunda (indenta) a córnea. Essa deformação é significativa porque desloca um volume considerável de humor aquoso, o que pode elevar artificialmente a pressão durante a medição. Os valores lidos em uma escala são convertidos para mmHg usando tabelas de calibração que consideram a rigidez escleral média.
A tonometria de indentação (Schiotz) deforma a córnea em forma de cone, deslocando muito volume intraocular. Já a tonometria de aplanação (Goldmann) baseia-se na Lei de Imbert-Fick, que aplana uma área constante e pequena (3,06 mm de diâmetro). Como a área aplanada é mínima, o deslocamento de fluido e a deformação da córnea são desprezíveis, tornando o Goldmann muito mais preciso e menos dependente da rigidez ocular do que o Schiotz.
Embora tenha sido amplamente substituído pelo Goldmann e por tonômetros de sopro ou de rebote (Icare), o Schiotz tem valor histórico e utilidade em locais com recursos limitados, pois é portátil, não requer lâmpada de fenda e é de baixo custo. No entanto, seus resultados são afetados pela rigidez escleral (ex: olhos míopes têm baixa rigidez, o que pode subestimar a PIO no Schiotz), exigindo cautela na interpretação clínica.
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