CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2018
A tonometria de aplanação de Goldman pode sofrer influência de diversas variáveis. Em relação a suas fontes de erros, assinale a alternativa correta:
Córnea espessa ou curva → PIO superestimada; Córnea fina ou plana → PIO subestimada.
A tonometria de Goldmann baseia-se na lei de Imbert-Fick, assumindo uma espessura corneana média. Alterações na rigidez, espessura ou curvatura da córnea invalidam essa premissa, gerando erros sistemáticos na medida da PIO.
A tonometria de aplanação de Goldmann (TAG) é o padrão-ouro para medir a PIO, mas sua precisão depende de propriedades físicas da córnea. A TAG assume que a córnea tem uma espessura de aproximadamente 520-540 µm. Quando a córnea foge desse padrão, a resistência mecânica à deformação muda. Clinicamente, é fundamental correlacionar a PIO com a paquimetria. Em pacientes com córneas finas (como pós-refrativa ou ceratocone), o risco é negligenciar um glaucoma por leituras baixas. Em córneas espessas, pode-se diagnosticar erroneamente hipertensão ocular. Além da espessura, o astigmatismo elevado (>3D) exige a rotação do prisma do tonômetro para evitar erros de leitura.
Córneas muito curvas (íngremes) exigem uma força maior para serem aplanadas na área padrão de 3,06 mm, o que resulta em uma leitura de pressão intraocular (PIO) falsamente elevada (superestimada). Inversamente, córneas planas resultam em subestimação.
O LASIK reduz a espessura do estroma corneano e altera a histerese da córnea. Uma córnea mais fina e menos rígida oferece menos resistência ao tonômetro, resultando em valores de PIO medidos menores do que a pressão real intracameral.
O desalinhamento vertical dos semicírculos de leitura não altera significativamente o valor, mas dificulta a precisão. Já o excesso de fluoresceína (semicírculos grossos) superestima a PIO, enquanto a falta (semicírculos finos) a subestima.
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