CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2015
Qual das situações abaixo superestima a medida da pressão intraocular com o tonômetro de Goldmann?
Excesso de fluoresceína → Mireis grossas → Superestimação da PIO.
A tonometria de Goldmann é influenciada pela espessura da córnea e pela técnica; o excesso de fluoresceína gera mireis largas e leituras falsamente elevadas.
A tonometria de aplanação de Goldmann (TAG) continua sendo o padrão-ouro para a medição da pressão intraocular, baseando-se na lei de Imbert-Fick. No entanto, a precisão da TAG depende de pressupostos sobre a biomecânica corneana que podem variar entre pacientes. Além da espessura corneana central (ECC), fatores técnicos como a quantidade de fluoresceína, a curvatura da córnea e a pressão exercida pelo paciente ou pelo examinador sobre o globo ocular podem induzir erros significativos. O reconhecimento desses fatores é essencial para o manejo correto de pacientes com glaucoma ou hipertensão ocular.
Na tonometria de aplanação de Goldmann, a fluoresceína é usada para visualizar as mireis. Se houver excesso de corante, as mireis tornam-se excessivamente largas. Como o examinador deve alinhar as bordas internas das mireis, uma mire mais larga resulta em uma área de contato maior sendo necessária para o alinhamento, o que leva a uma leitura de pressão falsamente alta.
O tonômetro de Goldmann foi calibrado para uma espessura corneana média de 520 micra. Córneas mais espessas oferecem maior resistência à deformação, exigindo mais força para aplanação (superestimação). Córneas mais finas são mais fáceis de aplanar, resultando em leituras falsamente baixas (subestimação).
Cirurgias como LASIK ou PRK removem tecido estromal, tornando a córnea mais fina e alterando sua curvatura. Isso invariavelmente leva a uma subestimação da pressão intraocular real pelo método de Goldmann, exigindo correção ou uso de outros tonômetros.
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