CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2023
Em relação aos tonômetros utilizados para medir a pressão intraocular (PIO), é correto afirmar:
Tonometria de rebote (Icare) = Portátil, dispensa anestesia e fluoresceína, ideal para triagem.
Enquanto o Goldmann é o padrão-ouro por aplanação, o tonômetro de rebote oferece praticidade e conforto, sendo excelente para pacientes pediátricos e não colaborativos.
A medida da pressão intraocular (PIO) é o único fator de risco modificável no glaucoma. O tonômetro de aplanação de Goldmann baseia-se na lei de Imbert-Fick, que assume que a força necessária para aplanar uma área fixa de uma esfera é proporcional à pressão interna. No entanto, variações na rigidez e espessura corneana podem induzir erros significativos. O advento da tonometria de rebote (ex: Icare) facilitou o manejo clínico, especialmente em crianças, pois elimina a necessidade de colírios anestésicos e o uso de lâmpada de fenda. Já o tonômetro de Schiötz, por ser de indentação, caiu em desuso na prática moderna devido à sua grande dependência da rigidez escleral e menor precisão comparado aos métodos de aplanação.
Ele utiliza uma sonda muito leve que entra em contato momentâneo com a córnea. O aparelho mede a velocidade de desaceleração da sonda ao retornar, que é proporcional à pressão intraocular.
As principais são a espessura central da córnea (córneas grossas superestimam a PIO), astigmatismo elevado (>3D), quantidade inadequada de fluoresceína e pressão exercida pelo examinador sobre o globo.
O Perkins utiliza o mesmo princípio de aplanação de Goldmann e os mesmos prismas, porém é um dispositivo portátil e manual, permitindo a medida em pacientes acamados ou sob anestesia geral.
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