SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025
No rastreio do câncer de mama, o exame mais eficaz na redução da mortalidade por esse câncer é a
Tomossíntese (mamografia 3D) = ↑ detecção de câncer invasivo e ↓ taxa de reconvocação vs. mamografia 2D.
A tomossíntese mamária digital (DBT), ou mamografia 3D, é superior à mamografia 2D convencional por minimizar a sobreposição de tecido mamário. Isso resulta em uma maior taxa de detecção de cânceres invasivos e uma menor necessidade de exames complementares (reconvoções), impactando positivamente na redução da mortalidade.
O rastreamento do câncer de mama tem como objetivo principal a redução da mortalidade através da detecção precoce. Por décadas, a mamografia convencional (2D) foi o pilar desse rastreio, com eficácia comprovada em estudos populacionais. No entanto, a mamografia 2D possui limitações, principalmente em mulheres com mamas densas, onde a sobreposição do tecido fibroglandular pode ocultar tumores ou criar imagens falso-positivas. A tomossíntese mamária digital (DBT), também conhecida como mamografia 3D, surgiu como uma evolução tecnológica para superar essas limitações. O exame adquire múltiplas imagens de baixa dose da mama em um arco, que são reconstruídas por computador em uma série de 'fatias' finas. Essa abordagem tridimensional permite que o radiologista analise o tecido mamário camada por camada, desfazendo a sobreposição de estruturas. Estudos robustos demonstraram que a tomossíntese aumenta significativamente a taxa de detecção de cânceres de mama invasivos e, ao mesmo tempo, reduz a taxa de reconvocação para exames complementares. Ao detectar mais tumores em estágios iniciais e diminuir a ansiedade e os custos associados a falsos positivos, a tomossíntese se estabelece como o método mais eficaz atualmente disponível para o rastreamento populacional, com impacto direto na redução da mortalidade pela doença.
A tomossíntese aumenta a taxa de detecção de cânceres de mama invasivos em cerca de 40% e reduz a taxa de reconvocação (falsos positivos) em 15-30%. Isso ocorre porque a visualização em 'fatias' de 1mm diminui a sobreposição de tecido glandular, que pode mascarar lesões ou simular achados suspeitos.
A tomossíntese está se tornando o padrão-ouro em muitos centros radiológicos. Ela é realizada em conjunto com a mamografia 2D sintetizada (gerada a partir dos dados 3D), oferecendo um rastreio mais completo sem dose adicional de radiação significativa em comparação com a mamografia 2D mais a tomossíntese.
A ressonância magnética não é usada para rastreio na população de risco habitual devido ao seu custo e maior taxa de falsos positivos. Ela é indicada para o rastreio de pacientes de alto risco, como aquelas com mutações genéticas (BRCA1/2), forte histórico familiar ou que realizaram radioterapia torácica na juventude.
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