Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2021
Na pancreatite aguda, não está indicada a realização da tomografia de abdome no caso de
Pancreatite aguda: TC abdome não é rotina; indicada em gravidade, falha terapêutica ou complicação. Líquido peripancreático isolado na USG não indica TC.
A tomografia computadorizada (TC) de abdome na pancreatite aguda não é indicada rotineiramente no diagnóstico inicial. Ela é reservada para casos de pancreatite grave, falha na melhora clínica após 48-72h de tratamento, ou suspeita de complicações como necrose, abscesso ou pseudocisto. A presença isolada de líquido peripancreático na ultrassonografia não é, por si só, uma indicação para TC.
A pancreatite aguda é uma inflamação súbita do pâncreas, que pode variar de uma doença leve e autolimitada a uma condição grave e potencialmente fatal. As principais causas são litíase biliar e alcoolismo. O diagnóstico é estabelecido pela presença de dois dos três critérios: dor abdominal característica, elevação de amilase ou lipase sérica em pelo menos três vezes o limite superior da normalidade, e achados de imagem compatíveis. A tomografia computadorizada (TC) de abdome com contraste é uma ferramenta valiosa na avaliação da pancreatite aguda, mas não é indicada rotineiramente no momento do diagnóstico inicial, especialmente em casos leves. Sua principal utilidade é na avaliação da gravidade, identificação de complicações locais (necrose pancreática, coleções líquidas, pseudocistos, abscesso) e na reavaliação de pacientes que não apresentam melhora clínica após 48-72 horas de tratamento conservador. Indicações para TC incluem escores de gravidade elevados (como Apache II > 7 ou PCR > 150 mg/L), sinais de peritonite, falha na introdução de dieta oral ou deterioração clínica. A presença isolada de líquido peripancreático na ultrassonografia, sem outros sinais de gravidade ou complicação, geralmente não justifica a realização imediata de uma TC, pois pequenas coleções líquidas são comuns e muitas vezes se resolvem espontaneamente. O uso racional da TC evita exposição desnecessária à radiação e ao contraste.
O diagnóstico requer dois de três critérios: dor abdominal característica, elevação de amilase e/ou lipase séricas ≥ 3 vezes o limite superior da normalidade, e achados característicos em exames de imagem (TC, USG ou RM).
A TC é indicada em casos de pancreatite aguda grave (Apache II > 7, PCR > 150 mg/L), falha na melhora clínica após 48-72h, deterioração clínica, ou suspeita de complicações locais como necrose pancreática, coleções líquidas infectadas ou pseudocistos.
A ultrassonografia é o exame inicial de escolha para investigar a etiologia biliar da pancreatite aguda (colelitíase, coledocolitíase) e pode identificar coleções líquidas peripancreáticas, mas tem limitações para avaliar o pâncreas devido a gases intestinais.
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