Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2020
O exame mais sensível e específico para avaliar o paciente com trauma multissistêmico, estável hemodinamicamente, com trauma de bacia, abdome e, possivelmente, retroperitônio é:
Trauma multissistêmico estável com suspeita abdome/pelve/retroperitônio → TC com triplo contraste é padrão ouro.
Em pacientes com trauma multissistêmico e estabilidade hemodinâmica, a Tomografia Computadorizada (TC) com contraste é o exame de escolha para avaliar lesões em abdome, pelve e retroperitônio, oferecendo alta sensibilidade e especificidade para identificar a extensão e gravidade das lesões.
A avaliação do paciente com trauma multissistêmico exige uma abordagem sistemática e rápida para identificar lesões com risco de vida. A estabilidade hemodinâmica é o fator determinante na escolha dos exames diagnósticos. Pacientes instáveis hemodinamicamente requerem intervenções imediatas, muitas vezes cirúrgicas, com exames de imagem limitados ao FAST (Focused Assessment with Sonography for Trauma) ou LPD (Lavagem Peritoneal Diagnóstica) para identificar sangramento intra-abdominal maciço. No entanto, para o paciente com trauma multissistêmico que se apresenta hemodinamicamente estável, a Tomografia Computadorizada (TC) com contraste é o exame de imagem de escolha e o padrão ouro para a avaliação de lesões em abdome, pelve e retroperitônio. A TC oferece uma visão detalhada das estruturas, permitindo a identificação precisa de lesões de órgãos sólidos (fígado, baço, rins), lesões de vísceras ocas, sangramentos ativos, hematomas retroperitoneais e fraturas pélvicas complexas. O uso de triplo contraste (oral, venoso e, por vezes, retal) otimiza a visualização de diferentes compartimentos e tipos de lesões. A sensibilidade e especificidade da TC superam as de outros métodos como o FAST, que, embora rápido e útil para triagem de líquido livre, possui limitações na detecção de lesões específicas, especialmente no retroperitônio e em órgãos ocos. O exame físico seriado e a monitorização em UTI são importantes para acompanhar a evolução clínica, mas não substituem a capacidade diagnóstica da TC para lesões internas complexas. Portanto, em pacientes estáveis, a TC é fundamental para um diagnóstico completo e para guiar o manejo terapêutico adequado.
A TC oferece alta resolução e capacidade de visualizar detalhadamente órgãos sólidos, vísceras ocas, vasos sanguíneos, estruturas ósseas e o retroperitônio. Com o uso de contraste (oral, venoso e/ou retal), permite identificar lesões específicas, sua extensão, sangramentos ativos e a presença de líquido livre, sendo mais sensível e específica que outros métodos para pacientes estáveis.
A LPD é invasiva e menos específica para identificar a origem do sangramento, além de não avaliar o retroperitônio. O FAST é rápido e útil para detectar líquido livre na cavidade peritoneal, mas tem baixa sensibilidade para lesões de órgãos sólidos sem sangramento significativo, lesões de vísceras ocas e não avalia adequadamente o retroperitônio ou fraturas pélvicas complexas.
O exame físico seriado e a monitorização em UTI são importantes complementos, mas não substituem a imagem diagnóstica em caso de suspeita de lesões graves. Seriam a principal conduta em pacientes com trauma abdominal de baixo impacto, sem sinais de alarme, e com exames de imagem iniciais negativos ou inconclusivos, para detectar qualquer deterioração clínica tardia.
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