Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2021
A tomografia computadorizada (TC) com contraste é atualmente a melhor modalidade para avaliação do pâncreas. Nos casos de pancreatite para melhor avaliação do parênquima devemos observar a fase:
TC pâncreas em pancreatite → fase portal para avaliar parênquima e necrose.
Na avaliação do pâncreas por TC com contraste, especialmente em casos de pancreatite, a fase portal é a mais indicada. Nesta fase, o parênquima pancreático normal apresenta realce homogêneo e máximo, permitindo identificar áreas de hiporrealce que sugerem necrose pancreática, uma complicação grave.
A pancreatite aguda é uma condição inflamatória grave do pâncreas, e a tomografia computadorizada (TC) com contraste é a modalidade de imagem de escolha para avaliar a extensão da doença e suas complicações. O momento e a técnica da TC são cruciais para obter informações diagnósticas e prognósticas precisas, sendo um conhecimento fundamental para residentes. Para a avaliação do parênquima pancreático, especialmente na busca por necrose, a fase portal da TC com contraste é a mais indicada. Nesta fase, que ocorre aproximadamente 60-70 segundos após a injeção do contraste, o pâncreas normal apresenta um realce homogêneo e intenso. Áreas de necrose, por outro lado, não captam contraste e aparecem como regiões hipodensas. A identificação precoce e precisa da necrose pancreática é vital, pois está associada a maior morbidade e mortalidade. A TC também permite avaliar a presença de coleções líquidas, pseudocistos e outras complicações. É importante ressaltar que a TC com contraste não é recomendada nas primeiras 48-72 horas de pancreatite aguda leve, devido ao risco de nefrotoxicidade e por não alterar a conduta inicial.
A fase portal é preferível porque o parênquima pancreático normal atinge seu realce máximo e homogêneo nesta fase. Isso permite uma melhor diferenciação entre o tecido pancreático viável e as áreas de necrose, que aparecem como regiões de hiporrealce.
A TC com contraste é geralmente indicada após 72 horas do início dos sintomas em casos de pancreatite aguda grave ou quando há suspeita de complicações, como necrose, coleções fluidas ou infecção. Não é indicada rotineiramente no início para diagnóstico.
Na pancreatite aguda grave, a TC busca identificar a extensão do edema, a presença e o grau de necrose pancreática ou peripancreática, coleções fluidas (agudas ou encapsuladas), pseudocistos e sinais de infecção, que são cruciais para o manejo.
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