Santa Casa de Goiânia (GO) — Prova 2022
A pancreatite aguda é uma condição inflamatória do pâncreas com ou sem comprometimento de outros órgãos, podendo provocar lesão local, síndrome da resposta inflamatória sistêmica e falência de múltiplos órgãos. As técnicas avançadas de imagens apresentam uma grande importância no manejo dessa doença. Nesse contexto, qual o melhor uso da tomografia na pancreatite aguda?
Pancreatite aguda grave: TC para complicações após 5-7 dias, não na admissão.
A tomografia computadorizada na pancreatite aguda não é indicada rotineiramente na admissão para classificar a gravidade, pois as alterações morfológicas demoram a se desenvolver. Seu melhor uso é após 5-7 dias do início dos sintomas, ou antes, em caso de deterioração clínica, para identificar complicações como necrose ou coleções.
A pancreatite aguda é uma condição inflamatória do pâncreas que pode variar de leve a grave, com potencial para falência de múltiplos órgãos. Sua incidência tem aumentado globalmente, sendo as causas mais comuns a litíase biliar e o etilismo. O diagnóstico é clínico (dor abdominal típica), laboratorial (amilase/lipase >3x LSN) e, por vezes, radiológico. A avaliação da gravidade é crucial para o manejo. Inicialmente, é feita por critérios clínicos e laboratoriais (ex: Ranson, APACHE II, BISAP). A tomografia computadorizada com contraste é uma ferramenta importante, mas seu uso é estratégico. Não é recomendada nas primeiras 48-72 horas para todos os pacientes, pois as alterações morfológicas (como necrose) podem não estar evidentes e a TC precoce não melhora a acurácia da classificação de gravidade. O melhor momento para a TC é após 5-7 dias do início dos sintomas, especialmente em pacientes com pancreatite moderadamente grave ou grave, ou naqueles cuja condição clínica se deteriora. Nesse período, a TC é mais eficaz para identificar e estadiar complicações locais, como necrose pancreática (estéril ou infectada), coleções fluidas agudas, pseudocistos e abscessos, que guiarão a conduta terapêutica, incluindo intervenções minimamente invasivas ou cirúrgicas.
A TC é indicada na pancreatite aguda para avaliar complicações locais (necrose, coleções) em pacientes com doença moderada a grave, idealmente após 5-7 dias do início dos sintomas ou em caso de piora clínica.
A TC precoce (nas primeiras 48-72h) pode subestimar a extensão da necrose e não é eficaz para a classificação inicial da gravidade, que é predominantemente clínica e laboratorial. Além disso, expõe o paciente à radiação e contraste sem benefício claro.
A TC pode identificar complicações como necrose pancreática estéril ou infectada, coleções fluidas agudas, pseudocistos, abscessos e pseudoaneurismas, auxiliando no planejamento terapêutico.
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