HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2021
As atuais diretrizes para o diagnóstico por imagem da pancreatite aguda que evolui para quadros críticos, SIRS e leucocitose persistente, de acordo com os Critérios de Atlanta e da Internacional Association of Pancreatology, recomendam que a tomografia abdominal seja indicada em qual entre as situações indicadas a seguir?
Pancreatite aguda grave com SIRS persistente → TC abdominal após 72h do início dos sintomas para avaliar necrose.
A tomografia abdominal precoce (<72h) na pancreatite aguda é desaconselhada, pois não distingue bem edema de necrose e pode subestimar a extensão da necrose. A indicação é para casos com piora clínica ou suspeita de complicações, idealmente após 72 horas.
A pancreatite aguda é uma condição inflamatória do pâncreas, com incidência crescente e espectro de gravidade variável. O diagnóstico é clínico-laboratorial, com dor abdominal característica e elevação de enzimas pancreáticas. A avaliação da gravidade é crucial para o manejo. As diretrizes atuais, como os Critérios de Atlanta, recomendam o uso da tomografia abdominal com contraste para avaliar a extensão da necrose pancreática e outras complicações. No entanto, a indicação não é universal e o timing é fundamental. A TC precoce (<72h) pode ser enganosa. Em casos de pancreatite aguda grave, com SIRS persistente, falência orgânica ou piora clínica após a fase inicial, a TC é indicada após 72 horas do início dos sintomas. Isso permite que a necrose se estabeleça e seja visível, guiando decisões sobre intervenções e prognóstico.
A tomografia é indicada em casos de pancreatite aguda grave, com piora clínica, SIRS persistente, ou suspeita de complicações como necrose ou coleções, idealmente após 72 horas do início dos sintomas.
A tomografia precoce pode subestimar a extensão da necrose pancreática, pois a necrose pode levar até 72 horas para se desenvolver e ser claramente visível no exame. Além disso, a maioria dos casos é leve e não necessita de TC.
A TC pode identificar necrose pancreática estéril ou infectada, coleções líquidas agudas, pseudocistos, abscessos e pseudoaneurismas, auxiliando no planejamento terapêutico.
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