SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2025
Em relação ao trauma abdominal, Cerca de 25% das vitimas politraumatizadas irão necessitar de exploração cirúrgica abdominal. O trauma fechado é o mecanismo mais frequente de lesão abdominal, sendo algumas áreas de difícil avaliação ao exame clinico do abdome, como a retroperitônio. Relacionados aos exames complementares do abdome podemos afirmar que:
Trauma abdominal fechado estável → TC abdome total para avaliar retroperitônio e órgãos sólidos.
Em pacientes estáveis com trauma abdominal fechado, a tomografia de abdome total é o exame de escolha, pois permite uma avaliação detalhada do retroperitônio e de órgãos sólidos, com boa acurácia. O E-FAST e o LPD têm limitações na avaliação dessas áreas.
O trauma abdominal é uma causa significativa de morbimortalidade, especialmente em vítimas politraumatizadas. A avaliação inicial e a escolha dos exames complementares são cruciais para o manejo adequado, diferenciando pacientes que necessitam de intervenção cirúrgica imediata daqueles que podem ser tratados conservadoramente. O trauma fechado é o mecanismo mais comum, e a identificação de lesões ocultas, como as retroperitoneais, representa um desafio diagnóstico. A tomografia de abdome total é o padrão-ouro para pacientes hemodinamicamente estáveis com trauma abdominal fechado, oferecendo alta acurácia na detecção de lesões de órgãos sólidos, retroperitônio e, em menor grau, vísceras ocas. Em contraste, o E-FAST é uma ferramenta rápida e não invasiva, ideal para a triagem inicial de pacientes instáveis, mas com sensibilidade limitada para lesões retroperitoneais e de vísceras ocas. O lavado peritoneal diagnóstico (LPD), embora sensível para hemoperitônio, é invasivo e menos específico, com menor utilidade para lesões de órgãos específicos como bexiga, diafragma, duodeno, pâncreas e rins. A decisão sobre qual exame complementar utilizar deve ser guiada pela estabilidade hemodinâmica do paciente e pelo mecanismo do trauma. Pacientes instáveis com ferimentos penetrantes ou sinais de peritonite difusa geralmente necessitam de laparotomia exploradora imediata, sem a necessidade de exames de imagem demorados. A compreensão das vantagens e limitações de cada método diagnóstico é fundamental para otimizar a conduta e o prognóstico dos pacientes com trauma abdominal.
A tomografia de abdome total é o exame de escolha para pacientes estáveis com trauma abdominal fechado, permitindo a avaliação detalhada de órgãos sólidos, retroperitônio e lesões complexas, com alta acurácia.
O E-FAST é rápido, não invasivo e útil para detectar líquido livre na cavidade peritoneal (hemoperitônio) e derrame pericárdico ou pleural, sendo crucial na avaliação inicial de pacientes instáveis para guiar a necessidade de laparotomia.
O LPD, embora sensível para hemoperitônio, é invasivo e não diferencia lesões que necessitam de cirurgia daquelas que podem ser manejadas conservadoramente, além de ter baixa especificidade para lesões retroperitoneais e de vísceras ocas.
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