Tocolíticos: Escolha na Hipertensão Crônica e TPP

UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2020

Enunciado

Uma gestante de 29 semanas, com hipertensão arterial crônica, apresenta quadro de trabalho de parto prematuro. Qual o tocolítico de primeira escolha?

Alternativas

  1. A) Nifedipino
  2. B) Terbutalina
  3. C) Fibronectina
  4. D) Indometacina
  5. E) Sulfato de Magnésio

Pérola Clínica

Gestante hipertensa com TPP → Indometacina é tocolítico de primeira escolha (se <32 semanas).

Resumo-Chave

Em gestantes com hipertensão arterial crônica e trabalho de parto prematuro, a escolha do tocolítico é crucial. Beta-agonistas (como terbutalina) são contraindicados devido ao risco de taquicardia e edema pulmonar, que podem ser exacerbados pela hipertensão. Inibidores da síntese de prostaglandinas (como indometacina) são preferíveis, especialmente antes de 32 semanas de gestação, por sua eficácia e perfil de segurança nesse contexto.

Contexto Educacional

O trabalho de parto prematuro (TPP) é uma das principais causas de morbimortalidade neonatal, e seu manejo adequado é crucial. A tocolise, que visa inibir as contrações uterinas e prolongar a gestação, é uma estratégia importante, mas a escolha do agente tocolítico deve ser individualizada, considerando as condições maternas e fetais. Em gestantes com comorbidades como hipertensão arterial crônica, a seleção do tocolítico torna-se mais complexa. Beta-agonistas, como a terbutalina, são potentes tocolíticos, mas seus efeitos cardiovasculares (taquicardia, palpitações, edema pulmonar) podem ser perigosos em pacientes hipertensas, tornando-os contraindicados ou de uso muito restrito nesse cenário. Nesse contexto, inibidores da síntese de prostaglandinas, como a indometacina, emergem como uma opção mais segura e eficaz, especialmente antes de 32 semanas de gestação. As prostaglandinas desempenham um papel fundamental na fisiologia do trabalho de parto, e sua inibição pode prolongar a gestação. No entanto, é importante estar ciente das contraindicações da indometacina, como gestação avançada (>32 semanas) devido ao risco de fechamento precoce do ducto arterioso fetal, e monitorar os efeitos adversos maternos e fetais.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais tocolíticos utilizados no trabalho de parto prematuro?

Os principais tocolíticos incluem os beta-agonistas (terbutalina), inibidores da síntese de prostaglandinas (indometacina), bloqueadores dos canais de cálcio (nifedipino) e antagonistas dos receptores de ocitocina (atosiban).

Por que a indometacina é a primeira escolha em gestantes hipertensas com trabalho de parto prematuro?

A indometacina é preferível porque os beta-agonistas são contraindicados em pacientes hipertensas devido ao risco de efeitos adversos cardiovasculares. A indometacina, um inibidor da ciclooxigenase, é eficaz na inibição das contrações uterinas, mas seu uso é restrito a gestações com menos de 32 semanas devido a riscos fetais.

Quais são as contraindicações e efeitos adversos da indometacina?

A indometacina é contraindicada após 32 semanas de gestação devido ao risco de fechamento prematuro do ducto arterioso fetal e oligodrâmnio. Outras contraindicações incluem disfunção renal ou hepática materna, úlcera péptica ativa e asma. Efeitos adversos maternos podem incluir náuseas, vômitos e esofagite.

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