Tocolíticos: Nifedipina no Trabalho de Parto Prematuro

Centro Universitário do Espírito Santo - UNESC Colatina — Prova 2026

Enunciado

Gestante de 28 anos, G2P1, com 30 semanas de gestação, chega ao pronto atendimento com queixa de contrações uterinas regulares a cada 5 minutos há 2 horas. Nega perda de líquido amniótico ou sangramento vaginal. Ao exame: • Pressão arterial: 110x70 mmHg • Frequência cardíaca: 88 bpm • Temperatura: 36,7 °C • Altura uterina: 30 cm • Dilatação cervical: 2 cm, colo parcialmente apagado • Membranas íntegras, batimentos cardíacos fetais presentes e regulares. Foram descartadas infecção urinária e corioamnionite. A paciente encontra-se em bom estado geral e sem contraindicações materno-fetais à inibição das contrações. Com base nas recomendações atuais para o manejo do trabalho de parto prematuro, assinale a alternativa correta quanto ao uso de tocolíticos:

Alternativas

  1. A) Os agonistas beta-adrenérgicos, como a terbutalina, são as drogas de escolha por apresentarem o melhor perfil de segurança cardiovascular.
  2. B) A indometacina é segura para uso em qualquer idade gestacional, sendo preferida por sua baixa taxa de efeitos adversos maternos e fetais.
  3. C) A atosibana está contraindicada em razão de seu elevado risco de hipotensão e broncoespasmo materno.
  4. D) A nifedipina, bloqueadora dos canais de cálcio, é considerada tocolítico de primeira escolha, devendo ser usada por até 48 horas para permitir a ação dos corticosteroides e/ou a transferência materna.
  5. E) A tocólise deve ser mantida até o termo (37 semanas), pois sua interrupção precoce aumenta a morbimortalidade neonatal.

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