HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2015
Quais drogas são comumente utilizadas como tocolíticos na prevenção do parto pré-termo?
Tocolíticos comuns para parto pré-termo: agonistas beta-2 (terbutalina) e bloqueadores de canal de cálcio (nifedipino).
Os tocolíticos são medicamentos utilizados para inibir as contrações uterinas e prolongar a gestação em casos de trabalho de parto pré-termo. As classes mais comumente empregadas incluem os agonistas beta-2 adrenérgicos, que relaxam o músculo liso uterino, e os bloqueadores de canal de cálcio, que reduzem a entrada de cálcio nas células miometriais, diminuindo a contratilidade.
O parto pré-termo, definido como o nascimento antes de 37 semanas de gestação, é a principal causa de morbimortalidade neonatal. A prevenção e o manejo do trabalho de parto pré-termo são cruciais na obstetrícia, e os tocolíticos desempenham um papel fundamental ao inibir as contrações uterinas e prolongar a gestação, permitindo a administração de corticoesteroides para maturação pulmonar fetal e, se necessário, a transferência para um centro terciário. As principais classes de tocolíticos incluem os agonistas beta-2 adrenérgicos (como a terbutalina, que relaxa o miométrio via cAMP) e os bloqueadores de canal de cálcio (como o nifedipino, que inibe a entrada de cálcio nas células musculares uterinas). Outras opções são os inibidores da síntese de prostaglandinas (indometacina) e os antagonistas dos receptores de ocitocina (atosiban). A escolha do tocolítico depende de fatores como idade gestacional, condições maternas e fetais, e perfil de efeitos colaterais. É vital que o residente compreenda os mecanismos de ação, as indicações e as contraindicações de cada tocolítico. O objetivo não é apenas parar as contrações, mas ganhar tempo para intervenções que melhorem o prognóstico neonatal, como a corticoterapia antenatal e a neuroproteção com sulfato de magnésio. A monitorização cuidadosa da mãe e do feto é indispensável durante a tocolise.
Os principais tocolíticos incluem os bloqueadores de canal de cálcio (como o nifedipino), os agonistas beta-2 adrenérgicos (como a terbutalina, embora menos usada atualmente devido a efeitos colaterais), os inibidores da síntese de prostaglandinas (como a indometacina) e os antagonistas dos receptores de ocitocina (como o atosiban).
Os bloqueadores de canal de cálcio, como o nifedipino, agem inibindo a entrada de íons cálcio nas células do miométrio. A redução do cálcio intracelular diminui a interação entre actina e miosina, resultando no relaxamento do músculo liso uterino e, consequentemente, na inibição das contrações.
As contraindicações para tocolíticos variam conforme a droga, mas geralmente incluem condições onde a continuação da gravidez é perigosa para a mãe ou feto, como corioamnionite, descolamento prematuro de placenta, pré-eclâmpsia grave, restrição de crescimento intrauterino grave, malformação fetal letal e hemorragia uterina ativa.
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