UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2023
Homem de 55 anos, com 70kg e diabetes mellitus tipo 2, sem outras comorbidades, retorna para reavaliação uma semana após ter iniciado uso de insulina basal noturna. Relata estar bem adaptado ao uso do medicamento e nega sintomas sugestivos de hipoglicemia. Antes da introdução da insulina, os seus exames complementares (realizados há 30 dias) evidenciavam hemoglobina glicosilada (HbA1c) de 8,8% e glicemia de jejum de 180mg/dL. As aferições de glicemia capilar em jejum desde a introdução da insulina foram: 162 – 154 – 158 – 149 – 137 – 148 – 139mg/dL. No momento, sua prescrição consiste em Metformina 2.550mg/dia e 10UI de insulina NPH ao deitar, além de manter a dieta equilibrada e prática regular de atividades físicas. Diante do quadro descrito, a conduta mais adequada é:
DM2 com GJ elevada pós-insulina basal → aumentar NPH em 2-4UI a cada 3-4 dias até alvo.
Na titulação da insulina basal para DM2, se as glicemias de jejum permanecem elevadas (>130 mg/dL), a dose deve ser ajustada progressivamente. Um aumento de 2 a 4 UI a cada 3-4 dias é uma abordagem segura e eficaz, reavaliando as glicemias de jejum.
O Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença crônica progressiva caracterizada por resistência à insulina e disfunção das células beta pancreáticas. O controle glicêmico adequado é fundamental para prevenir complicações micro e macrovasculares. A insulina basal, como a NPH, é frequentemente utilizada quando a terapia oral máxima não é suficiente para atingir as metas. A titulação da insulina basal é um pilar no manejo do DM2. Após o início da insulina, as glicemias de jejum devem ser monitoradas para guiar os ajustes de dose. Se as glicemias de jejum persistirem acima do alvo (geralmente >130 mg/dL), a dose da insulina basal deve ser aumentada gradualmente, tipicamente em 2 a 4 unidades a cada 3-4 dias, até que o alvo seja atingido, sempre com atenção aos sintomas de hipoglicemia. A reavaliação periódica das glicemias capilares em jejum é crucial para a segurança e eficácia do tratamento. A hemoglobina glicosilada (HbA1c) reflete o controle glicêmico dos últimos 2-3 meses e é um indicador importante da necessidade de intensificação terapêutica, mas não guia ajustes diários de insulina. A combinação de metformina com insulina basal é uma estratégia comum e eficaz no DM2.
O alvo de glicemia de jejum para a maioria dos pacientes com DM2 é entre 80-130 mg/dL, mas deve ser individualizado conforme idade, comorbidades e risco de hipoglicemia.
A titulação da insulina NPH noturna é feita com base nas glicemias de jejum. Se elevadas, a dose é aumentada em 2 a 4 UI a cada 3-4 dias, monitorando para evitar hipoglicemia.
Sinais de hipoglicemia incluem tremores, sudorese, tontura, confusão. O manejo inicial é a ingestão de carboidratos de rápida absorção (ex: suco, glicose).
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