FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2021
Homem, 68 anos de idade, sem comorbidades, procura pronto-socorro com queixa, há 1 hora, de palpitações. Nega episódios prévios. Há 3 meses apresenta perda ponderal não intencional, agitação psicomotora e insônia. Ao exame: pressão arterial = 110 x 60 mmHg, tireoide aumentada de tamanho, sem alterações ao exame cardiopulmonar. Foi realizado o eletrocardiograma reproduzido a seguir: Considerando o quadro clínico e a principal hipótese diagnóstica, qual deve ser a abordagem inicial para esse senhor, neste momento, no pronto-socorro?
Idoso com palpitações, perda ponderal, agitação, tireoide aumentada + taquicardia = suspeitar tireotoxicose. Beta-bloqueador é a conduta inicial.
O quadro clínico sugere tireotoxicose (hipertireoidismo) com taquicardia. Em pacientes estáveis hemodinamicamente, como o caso, a abordagem inicial para controle da frequência cardíaca é um betabloqueador, como o metoprolol, que age rapidamente e é seguro.
A tireotoxicose, frequentemente manifestada como hipertireoidismo, pode apresentar-se com sintomas cardiovasculares proeminentes, especialmente em idosos. Palpitações, taquicardia (sinusal ou fibrilação atrial), e até mesmo insuficiência cardíaca são comuns. O diagnóstico é sugerido por sintomas como perda de peso, agitação, insônia e bócio, e confirmado por exames laboratoriais de função tireoidiana. No pronto-socorro, a abordagem inicial para pacientes com taquicardia por tireotoxicose hemodinamicamente estáveis foca no controle da frequência cardíaca. Os betabloqueadores, como o metoprolol, são a primeira escolha devido à sua eficácia em bloquear os efeitos adrenérgicos do excesso de hormônios tireoidianos. Eles aliviam rapidamente os sintomas e reduzem o risco de complicações cardiovasculares. É fundamental diferenciar a taquicardia sinusal de outras arritmias, como a fibrilação atrial, que é mais comum em idosos com hipertireoidismo. Enquanto os betabloqueadores são a base do tratamento para controle de frequência, a terapia definitiva para a tireotoxicose (antitireoidianos, iodo radioativo ou cirurgia) deve ser iniciada após a estabilização do paciente. A monitorização e o manejo cuidadoso são essenciais para prevenir a crise tireotóxica, uma emergência médica grave.
Perda ponderal não intencional, agitação psicomotora, insônia, e aumento da tireoide são sinais clássicos, além de palpitações e taquicardia.
O metoprolol, um betabloqueador, controla rapidamente a frequência cardíaca e reduz os sintomas adrenérgicos do hipertireoidismo, sendo a primeira linha em pacientes estáveis.
A cardioversão sincronizada é reservada para pacientes com instabilidade hemodinâmica (hipotensão, choque, isquemia aguda, insuficiência cardíaca aguda) ou taquiarritmias complexas refratárias ao tratamento medicamentoso.
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