Tireotoxicose por Amiodarona: Diagnóstico e Conduta

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Dona Vera, 62 anos, com diagnóstico de insuficiência cardíaca de fração de ejeção reduzida e fibrilação atrial persistente, faz uso de amiodarona 200 mg/dia há 10 meses. Procura atendimento com queixa de insônia, perda ponderal de 6 kg no período e aumento da frequência evacuatória. Ao exame físico: paciente emagrecida, taquicárdica (112 bpm), com tremores finos de extremidades. A tireoide apresenta-se discretamente aumentada, indolor, com nódulo palpável de 1,5 cm em lobo direito. Exames laboratoriais revelam TSH < 0,005 μIU/mL e T4 livre de 5,2 ng/dL (Valor de referência: 0,8 a 1,9 ng/dL). O ultrassom de tireoide com Doppler mostra glândula de volume aumentado, presença de nódulo sólido e fluxo vascular intraparenquimatoso acentuadamente aumentado (Doppler colorido grau III). Diante do quadro clínico e laboratorial, a conduta terapêutica inicial mais adequada é:

Alternativas

  1. A) Encaminhar para radioiodoterapia imediata.
  2. B) Iniciar altas doses de metimazol.
  3. C) Iniciar corticoterapia com prednisona.
  4. D) Suspender a amiodarona e realizar vigilância ativa.

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