Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2020
O paciente com tireotoxicose deve ser submetido à anamnese e exame físico no intuito de buscar o diagnóstico e estabelecer sua etiologia, sendo que o início dos sintomas, uso de medicamentos, exposição ao iodo, gestação recente e história familiar de doença autoimune da tireoide devem ser verificados. O item errado é:
Tireotoxicose = TSH baixo/indetectável + T4L/T3 elevados; exames hormonais confirmam o diagnóstico.
O diagnóstico de tireotoxicose é confirmado pela dosagem de TSH e hormônios tireoidianos. Um TSH suprimido ou indetectável, juntamente com níveis elevados de T4 livre e/ou T3, é o padrão-ouro para o diagnóstico de hipertireoidismo, sendo a alternativa D incorreta ao afirmar que T4L/T3 elevados não confirmam o quadro.
A tireotoxicose é uma síndrome clínica causada pelo excesso de hormônios tireoidianos, com diversas etiologias, sendo a Doença de Graves a mais comum. O diagnóstico preciso é crucial para instituir o tratamento adequado e prevenir complicações graves, como a crise tireotóxica. A anamnese detalhada, buscando informações sobre início dos sintomas, uso de medicamentos (ex: amiodarona), exposição ao iodo e história familiar, é o primeiro passo essencial. A confirmação diagnóstica da tireotoxicose é laboratorial, baseada na dosagem de TSH e hormônios tireoidianos (T4 livre e T3). Um TSH suprimido ou indetectável, em conjunto com níveis elevados de T4 livre e/ou T3, estabelece o diagnóstico de hipertireoidismo manifesto. Exames adicionais, como a dosagem de anticorpos (TRAb para Graves) e a ultrassonografia com Doppler da tireoide, são frequentemente necessários para determinar a etiologia, especialmente em casos atípicos ou para diferenciar entre subtipos de tireotoxicose induzida por amiodarona ou tireoidites. Para o residente, é fundamental compreender que, embora a clínica possa ser sugestiva, a confirmação laboratorial é indispensável. A interpretação correta dos exames e a capacidade de diferenciar as diversas causas de tireotoxicose são habilidades clínicas de grande importância para o manejo adequado desses pacientes, tanto na emergência quanto no acompanhamento ambulatorial.
Os sintomas da tireotoxicose incluem taquicardia, palpitações, nervosismo, tremores, perda de peso com aumento do apetite, intolerância ao calor, sudorese excessiva, fraqueza muscular e alterações menstruais. Em casos de Graves, pode haver oftalmopatia e bócio difuso.
A Dopplerfluxometria da tireoide é útil para diferenciar as causas de tireotoxicose. Um aumento do fluxo sanguíneo sugere doença de Graves ou tireotoxicose induzida por amiodarona tipo 1 (AIT1), enquanto um fluxo reduzido ou ausente é típico de tireoidites destrutivas (incluindo AIT2) ou tireotoxicose factícia.
A tireotoxicose induzida por amiodarona (AIT) é uma complicação do uso de amiodarona. É classificada em tipo 1 (AIT1), que ocorre em tireoides previamente anormais e é causada por excesso de síntese hormonal, e tipo 2 (AIT2), que ocorre em tireoides normais e é causada por tireoidite destrutiva com liberação de hormônios pré-formados.
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