Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2020
A determinação sérica do anticorpo antirreceptor do TSH TRAb está indicada em gestantes com DG ou história médica pregressa de doença de Graves - DG, para avaliação de risco da tireotoxicose neonatal por passagem transplacentária dos anticorpos; no diagnóstico diferencial da tireotoxicose gestacional (1º trimestre) e em indivíduos eutireoidianos com oftalmopatia. O item com erro é:
Iodo radioativo é ABSOLUTAMENTE contraindicado na gestação e lactação devido ao risco fetal/neonatal.
A captação de iodo radioativo é uma ferramenta diagnóstica valiosa para diferenciar causas de tireotoxicose, mas é estritamente contraindicada na gravidez e lactação devido ao risco de danos à tireoide fetal e exposição do lactente.
A tireotoxicose, ou hipertireoidismo, é uma condição endócrina que exige manejo cuidadoso, especialmente em populações vulneráveis como gestantes e lactantes. O diagnóstico diferencial da causa da tireotoxicose é crucial para o tratamento adequado, e a captação de iodo radioativo é uma ferramenta diagnóstica padrão ouro para diferenciar entre tireoidites e doenças como a Doença de Graves ou bócio multinodular tóxico. No entanto, é imperativo que os profissionais de saúde estejam cientes das contraindicações absolutas do iodo radioativo (131I ou 123I) na gestação e na lactação. Durante a gravidez, o iodo radioativo atravessa a barreira placentária e pode ser captado pela tireoide fetal, que se torna funcional a partir da 10ª-12ª semana, resultando em hipotireoidismo congênito permanente ou destruição da glândula fetal. Na lactação, o iodo radioativo é excretado no leite materno, expondo o lactente a riscos significativos de radiação, incluindo supressão da tireoide e potencial carcinogênese. Portanto, em gestantes e lactantes, o diagnóstico diferencial da tireotoxicose deve ser realizado com base em exames laboratoriais (TSH, T4 livre, TRAb) e ultrassonografia da tireoide, evitando-se qualquer exposição à radiação ionizante. Betabloqueadores são seguros e eficazes para controle sintomático.
O iodo radioativo atravessa a placenta e pode ser captado pela tireoide fetal a partir da 10ª-12ª semana de gestação, causando hipotireoidismo permanente ou destruição da glândula tireoide do feto.
O iodo radioativo é excretado no leite materno, expondo o lactente à radiação e ao risco de supressão da tireoide ou câncer de tireoide. A amamentação deve ser interrompida por um período prolongado após a administração.
Na gestação, o diagnóstico diferencial da tireotoxicose é feito com base na clínica, exames laboratoriais (TSH, T4 livre, TRAb) e, se necessário, ultrassonografia da tireoide com Doppler, evitando-se métodos que utilizem radiação.
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