UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2020
Correlacione as Tireoidites com as suas principais características: 1) Tireoidite aguda. 2) Tireoidite de Hashimoto. 3) Tireoidite de Riedel. 4) Tireoidite subaguda de Quervain. A. Indolor, etiologia auto-imune, hipotireoidismo, VHS normal, anticorpos positivos. B. Indolor, eutiroidismo, patologia com fibrose, VHS normal. C. Dor cervical, evolução trifásica - hipertireoidismo, eutireoidismo, hipotitreoidismo - VHS elevada; captação iodo <5%. D. Dor cervical, eutireoidismo, VHS elevada, captação iodo <5%; tratamento com antimicrobiano.
Tireoidites: Aguda (dor, ATB), Hashimoto (autoimune, hipo), Riedel (fibrose, indolor), Quervain (dor, trifásica, VHS ↑).
As tireoidites apresentam características clínicas e laboratoriais distintas que guiam o diagnóstico e tratamento. A diferenciação entre elas é crucial para evitar condutas inadequadas, como o uso de antibióticos em tireoidites não infecciosas.
As tireoidites representam um grupo heterogêneo de doenças inflamatórias da glândula tireoide, com etiologias, apresentações clínicas e prognósticos variados. O conhecimento aprofundado de suas características é crucial para o diagnóstico correto e manejo adequado, evitando tratamentos desnecessários ou ineficazes. A diferenciação entre as formas agudas, subagudas e crônicas é um desafio comum em provas de residência e na prática clínica. A Tireoidite de Hashimoto, a mais comum, é autoimune e cursa com hipotireoidismo. A Tireoidite Subaguda de Quervain, de etiologia viral, é caracterizada por dor cervical e uma evolução trifásica da função tireoidiana. Já a Tireoidite Aguda, bacteriana, é rara e exige tratamento antimicrobiano. A Tireoidite de Riedel, por sua vez, é uma condição rara de fibrose invasiva que pode simular malignidade. O diagnóstico diferencial envolve a avaliação clínica (presença de dor, consistência da glândula), exames laboratoriais (TSH, T4 livre, VHS, anticorpos antitireoidianos) e, em alguns casos, exames de imagem como a ultrassonografia e a cintilografia de tireoide com captação de iodo. A captação de iodo é particularmente útil para distinguir tireotoxicose inflamatória de outras causas de hipertireoidismo. O tratamento varia desde sintomáticos e anti-inflamatórios até reposição hormonal ou, raramente, cirurgia.
A Tireoidite de Hashimoto é uma doença autoimune indolor, que leva ao hipotireoidismo, com VHS normal e presença de anticorpos antitireoidianos positivos, como anti-TPO e anti-Tg.
A Tireoidite de Quervain (subaguda) é de etiologia viral, apresenta dor cervical, VHS elevada, captação de iodo reduzida e evolução trifásica. A Tireoidite Aguda é bacteriana, também com dor cervical e VHS elevada, mas requer tratamento com antimicrobianos.
A captação de iodo radioativo é fundamental para diferenciar tireotoxicose por tireoidite (captação baixa, <5%) de outras causas de hipertireoidismo, como a Doença de Graves (captação alta).
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