UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2020
Homem de 45 anos relata perda de aproximadamente cinco kg (5% do peso) em um mês, após quadro com febre e odinofagia de remissão espontânea. Nega alterações oculares. Sente dor cervical à palpação e à deglutição, insônia, palpitações e aumento do número de evacuações diárias. Refere estar em uso de suplementos ""termogênicos"" para melhorar sua disposição para atividades físicas, há seis meses. Traz em mãos os seguintes exames: TSH = 0,01 uIU/mL (VR 0,5 - 4,5 uIU/mL), T4 livre = 2,77 ng/dL (VR 0,7- 1,5), tireoglobulina 250 ng/mL (VR: 1,5-50), antitireoperoxidase e TRAb negativos. Nesse caso, o exame que melhor elucidaria o quadro atual e o provável diagnóstico desse paciente são:
Dor cervical + febre prévia + tireotoxicose + tireoglobulina alta + VHS alto = Tireoidite Subaguda.
O quadro clínico de dor cervical à palpação, febre e sintomas de tireotoxicose, precedido por infecção viral, é altamente sugestivo de tireoidite subaguda (De Quervain). A elevação da tireoglobulina e do VHS, com TSH suprimido e T4 livre elevado, corrobora o diagnóstico.
A tireoidite subaguda, também conhecida como tireoidite de De Quervain ou tireoidite granulomatosa, é uma condição inflamatória da tireoide, geralmente de etiologia viral, que cursa com uma fase inicial de tireotoxicose. É mais comum em mulheres de meia-idade e frequentemente segue uma infecção do trato respiratório superior. O quadro clínico é caracterizado por dor cervical anterior, que pode ser intensa e irradiar, acompanhada de febre, mal-estar e sintomas de hipertireoidismo. O diagnóstico da tireoidite subaguda baseia-se na tríade clínica de dor tireoidiana, sintomas de tireotoxicose e história de infecção viral prévia. Laboratorialmente, observa-se TSH suprimido e T4 livre elevado na fase inicial, com tireoglobulina e VHS (velocidade de hemossedimentação) marcadamente elevados. A ausência de autoanticorpos tireoidianos (anti-TPO, TRAb) e uma baixa captação de iodo radioativo na cintilografia (se realizada) ajudam a diferenciá-la de outras causas de tireotoxicose, como a Doença de Graves. Para residentes, é crucial reconhecer a apresentação típica da tireoidite subaguda e diferenciá-la de outras causas de hipertireoidismo, especialmente a Doença de Graves e a tireotoxicose exógena (por uso de hormônios ou suplementos). O tratamento é sintomático, com anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) ou corticosteroides para a dor e inflamação, e betabloqueadores para os sintomas de tireotoxicose. A doença geralmente tem um curso autolimitado, com fases de tireotoxicose, hipotireoidismo transitório e eventual recuperação da função tireoidiana.
A tireoidite subaguda tipicamente se apresenta com dor cervical anterior, que pode irradiar para a mandíbula ou ouvidos, febre, mal-estar, fadiga e sintomas de tireotoxicose como palpitações, insônia, perda de peso e tremores, frequentemente precedida por uma infecção viral.
A tireoidite subaguda se diferencia pela dor cervical, elevação do VHS e da tireoglobulina, e captação de iodo radioativo baixa na cintilografia (fase tireotóxica), ao contrário da Doença de Graves (captação alta) ou tireotoxicose exógena (tireoglobulina baixa e captação baixa).
O VHS é classicamente muito elevado na tireoidite subaguda, refletindo a intensa inflamação. A tireoglobulina também está elevada devido à destruição folicular e liberação de hormônios pré-formados. Ambos são marcadores importantes para corroborar o diagnóstico.
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