UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2022
Mulher, 35 anos, apresenta quadro de taquicardia, tremores, irritabilidade e dor de forte intensidade em região cervical anterior há 6 dias. No último mês, teve uma síndrome gripal e o teste de swab nasal e oral para pesquisa de RT-PCR para covid-19 foi positivo. Ao exame físico, FC: 110 bpm, PA: 140x70 mmHg, palpação da tireoide prejudicada pela dor de forte intensidade na região. Considerando o diagnóstico mais provável, quais exames complementares devem ser solicitados?
Tireoidite subaguda → dor cervical anterior + tireotoxicose + VHS ↑ + TSH ↓ T4L ↑ após infecção viral.
A tireoidite subaguda é uma inflamação da tireoide frequentemente pós-viral, caracterizada por dor cervical intensa e fase inicial de tireotoxicose devido à liberação de hormônios pré-formados. Exames como TSH, T4L e VHS são cruciais para o diagnóstico e acompanhamento.
A tireoidite subaguda, também conhecida como tireoidite de De Quervain, é uma condição inflamatória da glândula tireoide, geralmente de origem viral, que se manifesta após uma infecção do trato respiratório superior. É mais comum em mulheres de meia-idade e sua importância clínica reside na necessidade de um diagnóstico preciso para evitar tratamentos inadequados. A fisiopatologia envolve uma resposta inflamatória granulomatosa que leva à destruição folicular e liberação de hormônios tireoidianos pré-formados, resultando em uma fase inicial de tireotoxicose, seguida por hipotireoidismo transitório e, finalmente, recuperação. O diagnóstico é clínico, baseado na dor cervical intensa e nos sintomas de tireotoxicose, e laboratorial, com TSH suprimido, T4L elevado e, classicamente, VHS muito elevado. O tratamento é sintomático, com anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) para a dor e inflamação, e betabloqueadores para os sintomas de tireotoxicose. Em casos mais graves, corticosteroides podem ser necessários. O prognóstico é geralmente bom, com recuperação completa da função tireoidiana na maioria dos pacientes, embora o acompanhamento seja importante para monitorar as fases da doença.
Os sintomas incluem dor cervical anterior intensa, que pode irradiar para mandíbula ou ouvidos, febre, mal-estar, fadiga e sinais de tireotoxicose como taquicardia e tremores.
O VHS (velocidade de hemossedimentação) é classicamente muito elevado na tireoidite subaguda, sendo um marcador inflamatório importante que ajuda a diferenciá-la de outras causas de tireotoxicose.
A dor cervical intensa, a elevação do VHS e a captação de iodo radioativo reduzida (quando realizada) são características que distinguem a tireoidite subaguda de condições como Doença de Graves.
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