UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2020
Homem de 35 anos procurou assistência médica com queixa de ter perdido 4 quilogramas em 1 mês, mesmo o apetite estando preservado. Sente-se agitado, com palpitações, tremores e insônia. Esse quadro vem evoluindo com dor de forte intensidade e de caráter persistente em região cervical anterior. Refere ter recebido o diagnóstico de “arbovirose”, 6 s emanas antes do início do quadro atual. No retorno, trouxe os seguintes exames: TSH 0,01 mIU/mL (VR 0,5 - 4,5 mIU/mL), T4 Livre 5,9 ng/dL (VR 0,7-1,5 ng/dL), TRAb (anticorpo anti-receptor de TSH) negativo. O tratamento desse paciente deverá incluir propranolol e
Hipertireoidismo + dor cervical anterior + TRAb negativo + história viral recente → Tireoidite subaguda. Tratamento = propranolol + anti-inflamatório.
O quadro clínico de hipertireoidismo (perda de peso, agitação, palpitações, tremores, insônia) associado a dor cervical anterior intensa e história de infecção viral recente (arbovirose) é altamente sugestivo de Tireoidite Subaguda (de De Quervain). Os exames laboratoriais (TSH suprimido, T4 Livre elevado, TRAb negativo) confirmam o hipertireoidismo sem autoimunidade. O tratamento visa controlar os sintomas do hipertireoidismo (propranolol) e a inflamação da tireoide (anti-inflamatórios).
A Tireoidite Subaguda, também conhecida como Tireoidite de De Quervain ou tireoidite granulomatosa, é uma condição inflamatória da tireoide que geralmente ocorre após uma infecção viral, como arboviroses ou infecções do trato respiratório superior. É mais comum em mulheres de meia-idade e se caracteriza por uma fase inicial de hipertireoidismo transitório, seguida por uma fase de hipotireoidismo e, finalmente, recuperação da função tireoidiana. O quadro clínico típico envolve sintomas de hipertireoidismo (agitação, palpitações, tremores, perda de peso) acompanhados de dor intensa e persistente na região cervical anterior, que pode ser unilateral ou bilateral e irradiar. Os exames laboratoriais revelam TSH suprimido e T4 Livre elevado na fase aguda, com TRAb negativo, o que a diferencia da Doença de Graves. A ultrassonografia da tireoide pode mostrar áreas hipoecogênicas difusas ou focais. O tratamento é primariamente sintomático. Betabloqueadores, como o propranolol, são usados para controlar os sintomas do hipertireoidismo (palpitações, tremores). Para a dor e inflamação, anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) são a primeira linha; em casos de dor intensa ou falha dos AINEs, corticosteroides podem ser empregados. É crucial não usar antitireoidianos (como metimazol) ou radioiodoterapia, pois o hipertireoidismo é transitório e causado pela liberação de hormônios pré-formados, não por hiperprodução.
Os achados clínicos incluem sintomas de hipertireoidismo (palpitações, tremores, perda de peso, insônia) associados a dor de forte intensidade na região cervical anterior, que pode irradiar para a mandíbula ou ouvidos, e história de infecção viral prévia.
Os exames mostram TSH suprimido e T4 Livre elevado na fase inicial de hipertireoidismo. A ausência de anticorpos TRAb (anti-receptor de TSH) e tireoglobulina elevada, juntamente com VHS e PCR aumentados, são característicos e ajudam a diferenciar de outras causas de hipertireoidismo.
O tratamento foca no controle sintomático do hipertireoidismo com betabloqueadores (ex: propranolol) e na redução da inflamação e dor com anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) ou corticosteroides em casos mais graves.
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