PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2023
Rapaz de 28 anos de idade, apresentou diagnóstico de SARS-COV2 há 4 semanas, com sintomas leves, sem necessidade de internação e uso de medicações específicas. Há 2 semanas vem evoluindo com recidiva da dor cervical, palpitações, tremores e sudorese excessiva. Antecedente familiar de hipotireoidismo. Ao exame: fácies atípica, tireoide aumentada de volume e dolorosa á palpação, FC: 102 bpm, PA: 130 x 70 mmHg, tremores, de extremidades. Exames laboratoriais: TSH: < 0,01 MUI/I, VR (0,45 - 4,5), T 4 livre: 1,8 (0,8 - 1,4), anticorpos tireoidianos negativos, TRAb negativo. De acordo com o caso relatado, o diagnóstico e a conduta são, respectivamente,
Tireoidite subaguda = dor cervical + hipertireoidismo pós-viral + TSH ↓ T4 ↑ + autoanticorpos negativos. Tratamento: sintomático.
O quadro de dor cervical na tireoide, sintomas de hipertireoidismo e elevação de T4 livre com TSH suprimido, após uma infecção viral (como SARS-COV2), e com anticorpos tireoidianos negativos, é altamente sugestivo de tireoidite subaguda dolorosa (de Quervain). O tratamento é sintomático, com anti-inflamatórios e betabloqueadores.
A tireoidite subaguda, também conhecida como tireoidite de Quervain, é uma condição inflamatória da tireoide que frequentemente segue uma infecção viral do trato respiratório superior, como a causada pelo SARS-COV2. Caracteriza-se por uma fase inicial de tireotoxicose devido à destruição folicular e liberação de hormônios pré-formados, seguida por uma fase de hipotireoidismo transitório e, finalmente, recuperação da função tireoidiana. O diagnóstico é baseado na tríade clínica de dor cervical na região da tireoide, sintomas de hipertireoidismo e achados laboratoriais de TSH suprimido com T4 livre elevado. A ausência de autoanticorpos tireoidianos (anti-TPO, anti-Tg, TRAb) e uma baixa captação de iodo radioativo (se realizada) confirmam o diagnóstico. A tireoide é tipicamente aumentada de volume e dolorosa à palpação. O tratamento é primariamente sintomático. Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) são a primeira linha para alívio da dor e inflamação. Em casos de dor intensa ou resposta inadequada aos AINEs, corticosteroides (como prednisona) podem ser utilizados. Betabloqueadores (como propranolol) são indicados para controlar os sintomas adrenérgicos do hipertireoidismo (palpitações, tremores). É crucial evitar o uso de drogas antitireoidianas (metimazol, propiltiouracil), pois não atuam na fisiopatologia da doença. O prognóstico é geralmente bom, com recuperação completa da função tireoidiana na maioria dos casos.
Os principais sintomas incluem dor cervical na região da tireoide, que pode irradiar para mandíbula ou ouvidos, e sintomas de hipertireoidismo como palpitações, tremores, sudorese e perda de peso.
A tireoidite subaguda apresenta tireoide dolorosa à palpação e anticorpos tireoidianos (TRAb) negativos, enquanto a Doença de Graves geralmente tem tireoide indolor e TRAb positivo. A captação de iodo radioativo também é baixa na tireoidite subaguda.
O tratamento é sintomático, com anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) ou corticosteroides (como prednisona) para a dor e inflamação, e betabloqueadores (como propranolol) para controlar os sintomas de hipertireoidismo.
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