UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2022
Mulher de 38 anos apresenta astenia, mal-estar, artralgia, mialgia, faringite, febre e dor intensa na região cervical, principalmente à direita com irradiação para mandíbula e ouvido direito há 10 dias. Há 4 dias queixa-se de palpitações, tremor e sudorese. Exame físico: bócio nodular de consistência firme, doloroso. Exames laboratoriais: TSH 0,002 mUI/mL (VR 0,4 – 4,0); T4 livre 2,5 ng/dL (VR 0,8 – 1,9); tireoglobulina 75 ng/mL (VR <10); PCR: 12 mg/L (VR <3); VHS 68 mm/h (VR < 20 mm/h). Cintilografia de tireoide: captação do iodo radioativo nas 24 horas < 1% (VR 15 – 45%). É correto afirmar que essa condição
Tireoidite subaguda = bócio doloroso + tireotoxicose + ↓ captação de iodo + ↑ VHS/PCR. Evolui em 4 fases.
A tireoidite subaguda (De Quervain) é uma inflamação viral da tireoide, caracterizada por dor cervical, tireotoxicose inicial com baixa captação de iodo e elevação de marcadores inflamatórios, seguindo um curso trifásico ou quadrifásico.
A tireoidite subaguda, também conhecida como tireoidite de De Quervain, é uma condição inflamatória da tireoide, geralmente de etiologia viral ou pós-viral. É caracterizada por dor intensa na região cervical anterior, que pode irradiar para a mandíbula, ouvidos ou tórax, acompanhada de sintomas sistêmicos como febre, mal-estar e mialgia. A glândula tireoide é tipicamente aumentada, firme e dolorosa à palpação. Laboratorialmente, a fase inicial é marcada por tireotoxicose (TSH suprimido, T4 livre elevado) devido à liberação de hormônios tireoidianos pré-formados pela destruição folicular. Diferentemente da Doença de Graves, a captação de iodo radioativo na cintilografia é muito baixa ou ausente, pois a glândula não está produzindo ativamente novos hormônios. Marcadores inflamatórios como VHS e PCR estão significativamente elevados. O curso da doença é classicamente trifásico ou quadrifásico: inicia-se com tireotoxicose, seguida por uma fase de eutireoidismo, depois hipotireoidismo transitório e, na maioria dos casos, recuperação para o estado eutireoideo. O tratamento é sintomático, com anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) para a dor e inflamação, e corticosteroides em casos mais graves. Betabloqueadores podem ser usados para controlar os sintomas da tireotoxicose. A PAAF geralmente não é indicada, a menos que haja suspeita de malignidade ou para diferenciar de outras condições.
Os sintomas clássicos incluem dor intensa na região cervical (tireoide), que pode irradiar para mandíbula e ouvido, febre, mal-estar, astenia, e sintomas de tireotoxicose como palpitações, tremor e sudorese.
Na tireoidite subaguda, a inflamação destrói os folículos tireoidianos e libera hormônios pré-formados, mas a captação de iodo radioativo pela glândula está marcadamente reduzida ou ausente, o que a diferencia de outras causas de tireotoxicose como a Doença de Graves.
A tireoidite subaguda classicamente evolui em quatro fases: uma fase inicial de tireotoxicose (liberação de hormônios), seguida por uma fase de eutireoidismo, depois uma fase de hipotireoidismo (depleção dos hormônios) e, finalmente, a recuperação para o eutireoidismo.
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