PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025
As doenças autoimunes pediátricas são um desafio, tanto em seu reconhecimento e diagnóstico, quanto pela forma de abordagem multifacetada. Em relação às doenças autoimunes que podem acometer crianças e adolescentes, está CORRETA a afirmação:
Hashimoto na infância → ↓ crescimento + atraso esquelético + puberdade tardia.
A tireoidite de Hashimoto é a causa mais comum de hipotireoidismo adquirido em crianças, impactando diretamente o crescimento linear e a maturação óssea devido à deficiência de hormônios tireoidianos.
As doenças autoimunes na pediatria exigem um alto índice de suspeição, pois suas manifestações podem ser sutis, como a simples queda na velocidade de crescimento. A tireoidite de Hashimoto é o exemplo clássico de como uma disfunção endócrina autoimune pode comprometer marcos do desenvolvimento. O diagnóstico precoce através da dosagem de TSH e anticorpos (Anti-TPO e Anti-tireoglobulina) é fundamental para evitar danos permanentes à estatura final.\n\nAlém disso, o manejo dessas condições deve considerar a toxicidade a longo prazo dos tratamentos, como os corticoides, que também podem impactar o crescimento. O acompanhamento multidisciplinar entre pediatras, endocrinologistas e reumatologistas é o padrão-ouro para garantir que a criança atinja seu potencial genético de desenvolvimento enquanto a doença autoimune é controlada.
A deficiência de hormônios tireoidianos (T3 e T4) resultante da destruição autoimune da glândula tireoide interfere na placa de crescimento epifisária e na secreção do hormônio do crescimento (GH). Isso leva a uma desaceleração do crescimento linear, atraso na idade óssea e, se não tratada, pode resultar em baixa estatura final e atraso puberal significativo.
O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) com início na infância ou adolescência tende a apresentar um curso clínico mais grave e agressivo do que a forma adulta. Há uma maior incidência de nefrite lúpica e envolvimento do sistema nervoso central, exigindo frequentemente terapias imunossupressoras mais intensas desde o diagnóstico.
Diferente da dermatomiosite no adulto, onde existe uma forte associação paraneoplásica, a dermatomiosite juvenil raramente está associada a câncer. Suas principais características são a fraqueza muscular proximal simétrica, heliótropo e pápulas de Gottron, além do risco de calcinose, que é mais frequente na população pediátrica.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo